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Europa, Quo Vadis?

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Ideias Políticas

2016-10-04 às 06h00

Pedro Sousa

EUROPA. Os últimos dias têm sido marcados pela discussão da suspensão ou não suspensão, pela Comissão Europeia, dos Fundos Estruturais a Portugal e a Espanha.
Esta questão é, apenas, mais um capítulo verdadeiramente lamentável da actual Comissão Europeia aos países da Península Ibérica, na esteira da lógica monetarista que tem seguido e que tem, a pouco e pouco, contribuído para um cada vez maior descrédito e uma cada vez maior desagregação do projecto europeu.

Ainda bem recentemente e fresco na memória de todos os Portugueses está a questão da aplicação ou não de sanções aos dois países, que acabou, à vista desarmada, por se resolver a contento de Portugal e Espanha sendo que, na verdade, as coisas não foram bem assim.
A verdade é que a Comissão Europeia não tendo, directamente, fixado uma multa aos dois países, impôs novas metas, reforçou o Procedimento por Défices Excessivos para os dois países, postulou novos objectivos orçamentais a serem contemplados nos orçamentos de estado para 2017, num exercício de verdadeiro garrote financeiro a dois países que já tem, “per si”, grandes desafios a nível do desemprego e desemprego jovem, e muitas pessoas estão confrontadas com problemas a nível social.

Ultrapassada que foi esta questão, logo se começou a falar da suspensão dos fundos estruturais, numa espécie de guilhotina permanentemente suspensa sobre a nossa cabeça, numa lógica ameaçadora e persecutória completamente dissonante do ideário fundador do projecto europeu.
O tempo político na Europa não pode ser de sanções mas sim de sensatez, o tempo político não pode ser de suspensão dos fundos estruturais mas sim de sensibilidade social e humana.
PORTUGAL. Por outro lado, este processo da suspensão ou não suspensão dos Fundos Estruturais, teve, no caso português, pelo menos a virtualidade de unir os Partidos Políticos, todos eles, da direita à esquerda.

Esta capacidade, independentemente das razões ideológicas mais vincadas, deve acontecer mais vezes na política portuguesa. Infelizmente, ainda são muitas vezes em que a “partidarite” se impõe, não deixando que se estabeleçam pontes, que se coloque o interesse nacional à frente do interesse do Partido A ou do Partido B.
Numa democracia madura como aquela que desejamos, deve haver a capacidade de colocar, sempre, o País à frente, sem titubear, sem hesitar, sem tácticas ou outras hesitações. Só assim construiremos um País mais capaz, mais forte, mais solidário, mais inclusivo e com e melhor futuro.

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