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Eutanásia e...

Tempo e isolamento

Eutanásia e...

Ideias

2020-02-19 às 06h00

Paulo Monteiro Paulo Monteiro


Amanhã o Parlamento debate e vota, na generalidade cinco projectos de lei para despenalizar e regular a morte medicamente assistida em Portugal. A opinião divide: uns a favor, outros contra; é fracturante; há quem peça referendo; há quem diga que é preciso mais debate. Mesmo a Assembleia da República está muito dividida, para além dos dois maiores partidos darem liberdade de voto aos seus deputados. Por isso, tudo pode acontecer e haverá, certamente, um longo caminho pela frente... Mas hoje acho importante distinguir bem quatro conceitos: eutanásia, distanásia, suicídio assistido e testamento vital.
Eutanásia: A morte assistida é o acto que leva à morte de um doente por sua vontade, através do acto de um profissional de saúde (eutanásia) ou através de suicídio assistido. A palavra eutanásia tem origem no grego – ‘eu’, que significa boa, e ‘tanathos’, que quer dizer ‘morte’, ou seja, ‘boa morte’, remetendo para o acto de tirar a vida a alguém por solicitação, de modo a acabar com o seu sofrimento; Distanásia: é o adiamento, de forma artificial, da morte de um doente que se encontra em fase terminal com o recurso a tratamentos médicos considerados desproporcionados; Suicídio assistido: é diferente da eutanásia, dado que é o próprio doente, tomando os fármacos letais, a por fim à sua vida, com a colaboração de um terceiro, geralmente um profissional de saúde, que o ajuda a terminar a vida.
Testamento vital:?um documento no qual é manifestado antecipadamente a vontade consciente, livre e esclarecida de um utente. Diz respeito aos cuidados de saúde que deseja receber ou não, por qualquer razão, caso se encontre incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente (já legalizado).
Será que os eleitores sabem o que verdadeiramente se está a discutir? E sabem as reais consequências individuais e sociais da legalização da eutanásia?

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