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Braga, sexta-feira

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Exposição “Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular”

Bolsonarismo, ideologia de destruição e alternativa

Exposição “Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular”

Escreve quem sabe

2020-03-18 às 06h00

Félix Alonso Cabrerizo Félix Alonso Cabrerizo

“Braga detém uma Tradição Secular associada à produção e prática de cordofones. Partindo do território bracarense, muitos instrumentos se propagaram pelo mundo. Os mais destacados elementos desta são os cavaquinhos e a denominada viola braguesa. Nesta cidade que hoje manifesta uma paixão pela descoberta e valorização de seu passado recordamos, uma vez mais, o tão significativo papel que tivemos, e ainda temos, no contexto dos instrumentos musicais, particularmente dos cordofones.” (Lídia Brás Dias – Vereadora da Cultura) – Catálogo Exposição Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular. Convergências VI Edição. Braga Capital da Cultura do Eixo Atlântico. 2020.

A Casa dos Crivos de Braga foi o lugar escolhido para a Exposição de Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular, durante os dias 8 e 9 de Fevereiro. Sem lugar a dúvidas foi um grande acontecimento, onde Braga ocupou um lugar de referência, como motor gerador de Cultura e Tradições, a suas raízes de 2000 anos de História marcam a diferença, pois não devemos esquecer que em tempos passados foi Capital da Galicia, o que justifica por direito próprio que forme parte deste Festival Convergências VI Edição, que continua a ser um ponto de encontro e um laço firme de união, confraternização, promoção de dois povos. O Minho e Galécia, ou Portugal e Espanha.

Não é nenhuma surpresa que Braga tem uma paixão exacerbada por dois instrumentos, além de ser a pioneira de grande divulgação e valorização do cavaquinho e da viola braguesa, dois cordofones de referência para todos os bracarenses que sabem apreciar a grande qualidade destas belezas musicais.

Curiosamente, na Exposição tivemos oportunidade de apreciar três violas braguesas diferentes: 1ª Viola Braguesa/Viola Ramaldeira de 1950, construída por Domingos Machado (pai), Aveleda, Braga; 2ª Viola Braguesa/V. Ramaldeira de 1999, construída por Artimúsica, Celeirós, Braga; 3ª Viola Braguesa/V. Ramaldeira de 2017, construída por José Gonçalves, Sé, Braga. Um exemplo de três construtores com três V. Braguesas diferentes, o que ilustra a grande arte dos artesãos de Cordofones que temos na região do concelho de Braga.

Temos que salientar a grande acolhida que tem a Guitarra/Violão fabricada em Celeirós, Braga, pelo construtor António Pinto Carvalho (A. P. C. Instrumentos), um grande profissional com uma grande variedade de fabrico de instrumentos cordofones.

Não podia faltar o símbolo do Minho, o muito procurado e utilizado Cavaquinho, uma referência de escolha em Braga, onde há muitos executantes. Podemos certificar que o Cavaquinho não é apenas o instrumento representativo do Minho mas de toda a música minhota. É um instrumento de excelência. Dois exemplares marcam a diferença: Cavaquinho, 2019, const. Domingos Machado (Filho), Tebosa, Braga e Braguinha/Cavaquinho, S. XX, const. Raúl Simões de Coimbra e Lisboa. Há muitos instrumentos, mas vou falar só de três: Mandolina (Bandolim), 2019, const. José Gonçalves, Sé, Braga; Bandela, 2019, const. Domingos Machado (Filho), Tebosa, Braga e Guitarra Portuguesa do Porto, S. XIX – 2ª metade, const. José de Almeida, Sé, Porto.

Na exposição havia mais de 51 instrumentos diferentes, um deles, a Zanfona ficou em meu olhar, utiliza-se muito na região de Galécia, onde se tem conservado nos ambientes tradicionais. Falar deste instrumento na Galécia é referir-se a Faustino de Santalices, que desde muito novo se interessou pelos instrumentos populares como a Gaita e Zanfona. Realizou estudos sobre a última, contou a sua história, sua afinação e modo de tocar, finalmente, criou novos moldes para assim construir novas e evitar o desaparecimento do instrumento.

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