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Fragilidades da autoestima

O primeiro Homem era português

Fragilidades da autoestima

Escreve quem sabe

2022-01-30 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

A insegurança é, normalmente, uma consequência da baixa autoestima. A necessidade de se afirmar, a outrem é ser ou estar inseguro/a. Nem sempre uma postura de "ombros caídos" para a frente, "olhar cabisbaixo" ou o "não olhar nos olhos" são indicadores insegurança. Cada vez mais, as pessoas usam “máscaras”, para não revelarem o seu verdadeiro estado emocional, e o quanto são inseguras. Todavia, dão “pistas” muitas vezes através, da necessidade de se destacar em qualquer lugar, e pela verbalização das suas “conquistas” (nomeadamente bens materiais ou de carreira profissional). Não obstante, de cada vez que não são “validadas” pelas pessoas de quem as escutam revelam insatisfação, porque não reconhecem o seu mérito. Por detrás, da necessidade de admiração constante, essas pessoas, escondem um complexo de inferioridade. Aquela pessoa que “exige” de ser tratado/a de forma diferente, com se os/as outros/as tivessem de "venera-lo/a", como alguém superior, é uma necessidade de admiração. Entenda-se por insegurança, a não confiança em si próprio/a, mas digamos em contrassenso. Concretamente, admiram secretamente os/as outros/as, sentem-se com frequência insatisfeitas e incompletas interiormente, todavia na interação com as pessoas, são capazes de ter uma postura “afirmativa” e de pouca humildade e de desconsideração pelos outros. Por exemplo, quando alguém faz a partilha alegre de determinada conquista, desvaloriza.
A gíria popular, caracteriza os comportamentos atrás descritos de “ter a mania”, basicamente aquele/a que se gosta de sobressair mas também pode ser o/a que se sinta “inferior”, mesmo que ninguém o/a faça sentir, porque gostava muito de conseguir algo que “não alcançou”. Neste sentido, é igualmente inseguro/a aquele que faz por “se notar”, como por exemplo, “Trate-me com o título académico X, por favor”. Por outro lado, há também aquele/a que desvaloriza o mérito de outras pessoas, só porque gostava muito de estar numa posição igual e ainda não a alcançou, e então, deprecia com frequência e cria entraves ou obstáculos, “ Vem agora e já vem com muitas ideias para mudar isto e aquilo?! O que depender de mim, não conte comigo.” Não esquecer, que a pessoa insegura, é aquela que vai falar e destacar perante outras pessoas aquilo que à partida estará mais confortável em falar. A maioria, retrata as conquistas profissionais, mas há quem muitas vezes, aborde a temática emocional mais na esfera familiar, como por exemplo “ Ter uma relação muito feliz e de companheirismo sem igual”. Quanto mais a pessoa aborda e “faz questão” , mais frágil é nesse mesmo campo, em que se pretende evidenciar, das outras pessoas. “Sobressair” é um mecanismo emocional, que por um lado, mascara a realidade, mas ao mesmo tempo “dá um certo conforto emocional” em que a pessoa através da negação se protege. O que torna alguém inseguro/a? A infância. É nesta etapa de vida que se inicia a formação da personalidade. Vivências e experiências más, conduzem a traumas e a bloqueios que muitas vezes, se evidenciam na fase adulta. Quais são estas vivências ou experiências? O rótulo, por exemplo, de “ Não sabes fazer nada. Nunca vais ser alguém”, muitas vezes, dito por figuras significativas, como os familiares. As críticas à personalidade e ao comportamento, desde “ Só te portas mal.”, “Só fazes asneiras.”,entre outros nomes ainda mais graves, por parte, mais uma vez de pessoas significativas como os pais. Por conseguinte, “adoecem” o interior da criança e a mesma torna-se insegura. Há também uma correlação, quando a criança ou adolescente, não se sente amado/a, onde, faça o que fizer, ninguém se importa ou preocupa. O não sentir-se amado/a, tem o impacto mais direto e mais doloroso na autoestima que por sua vez, conduz à insegurança. De realçar, que a perceção de “ sentir amado/a” é subjetiva. Isto para dizer que, o “dar tudo “ nem sempre é sinónimo de um “gosto de ti”, porque as palavras e os gestos de amor na “hora certa” e quando “mais são precisos”, são muito mais valiosos que tudo o resto. Importa por ultimo referir, que as memórias nem sempre são possíveis de passar uma borracha de modo a faze-las desaparecer, mas cabe-lhe a si, fazer com que as mesmas não afetem e prejudiquem a sua vida. Comece hoje, a valorizar o que de melhor há em si. Você é muito mais, do aquilo que lhe foi dito, pelas pessoas, que lhe disseram um dia que não seria capaz.

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