Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Hiperatividade versus má educação

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Escreve quem sabe

2012-03-11 às 06h00

Joana Silva

A hiperactividade é uma patologia que tem dominado a actualidade nomeadamente no contexto escolar. A hiperactividade também designado como transtorno de deficit de atenção é mais comum na infância entre os 3 e os 6 anos de idade e é facilmente confundido com má educação da criança. Em contexto escolar, por exemplo, as crianças obrigatoriamente cumprem as regras incluindo o desempenho de tarefas que obrigam atenção, o permanecer sentado entre outros aspectos. Posto isto, a criança que não corresponde a estes parâmetros pode-se ser considerada como preguiçosa, não motivada para a aprendizagem e até mal comportada. Acontece que por vezes, pode não ser visível um grave e serio problema, o da hiperactividade.
A criança hiperactiva sente uma enorme dificuldade em controlar o seu comportamento, pensamentos e sentimentos. No que diz respeito, ao comportamento é capaz de saltar e correr quando tem de ficar sentado. A forma como brinca também não é calma, ora se entusiasma ou se aborrece com facilidade e tende a não respeitar a vez dos outros. Não obstante, padece de desatenção constante, onde não atende aos pormenores nem a instruções da estabelecida tarefa. Não só a consegue terminar, por vezes, como também esquiva-se das tarefas que exigem um esforço continuo São por norma crianças distraídas pois tem dificuldade em manter a atenção, por exemplo quando o professor está a explicar alguma matéria na aula, ou quando é solicitado determinado trabalho simplesmente se esquece do que fazer. Infelizmente estas crianças, por este comportamento mal compreendido, ficam muitas vezes, privadas do recreio como sinal de aviso ou como forma de castigo de que “para a próxima não tenhas mais este tipo de comportamento”. Ora estas condutas não resolvem o problema, pois na maioria dos casos, o “mau comportamento” persiste porque a criança de facto não consegue controlar. Os colegas tendem também a rotular como aquela que se “comporta sempre mal” chegando mesmo a verbalizar até por vezes “ que não querem ser amigos desta”. Estas situações tem consequências nefastas na auto estima desta criança hiperactiva, de desilusão não só para os outros mas mais do que isso, para com a própria porque não consegue ir de encontro ao que é normalmente esperado ( cumprir os padrões normais da aprendizagem e de saber-estar em sala de aula), frustração e resignação conduzindo ao insucesso escolar. Pais e os professores podem sentir-se impotentes perante um caso de hiperactividade mas o primeiro passo deve ser o procurar de apoio especializado. Actualmente existem terapias psicológicas específicas, bem como, fármacos para esta patologia. Em contexto escolar, uma vez que a criança tem problemas em controlar o seu comportamento, porque não solicitar ajuda desta na distribuição ou arrumação dos materiais da sala de aula. É importantíssimo também o reforço positivo, quando desempenham bem as tarefas. Em caso de “ chamada de atenção” esta deve ser feita de forma carinhosa e compreensiva e nunca agressiva a fim de não aumentar ainda mais o mal-estar sentido. Também a comunidade escolar, desde pais, professores, auxiliares de acção educativa e até mesmo os colegas, devem sensibilizados para esta problemática para que as crianças hiperactivas tenham um “dia - à- dia normal” como as demais repleto de alegria, boa disposição e acima de tudo de momentos felizes.

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