Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Humildade turva

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Escreve quem sabe

2018-06-03 às 06h00

Joana Silva

A nossa existência humana pauta-se pela relação emocional. Somos feitos de memórias às quais associamos a pessoas. Tal como diz o ditado popular, dificilmente esquecemos quem nos fez bem ou mal. Há acontecimentos que marcam a vida de duas formas: os que não são esperados e, por vezes, as ações que mais ajudam vêm daqueles que não se espera. E daqui do inesperado sobressai a felicidade mais genuína e intensa. Com as pressas da vida, tornamos nos cada vez mais seres superficiais (mais exterior do que interior), consumidores materialistas, egocêntricos e pouco empáticos. Vivemos aprisionados em medos, ansiedades e angústias  mas todos sem exceção selamos o segredo de  procurar um coração que nos entende e uma mão que segure. Um bem material tem um preço, e por conseguinte, pode ser alcançável. A realização emocional o sentir-se amado, o afeto não. Convém, no entanto, clarificar o seguinte, para receber amor é preciso dar também.

Não se pode exigir dos outros a consideração emocional que não se tem com os mesmos. Mas nem todos reconhecem este princípio, acham que os outros estão sempre errados e nunca os próprios.  A humildade é a virtude de reconhecer as características individuais de cada um, as menos positivas e as qualidades e talentos. Há quem tenha efetivamente uma visão errada da pessoa humilde. Caracterizam-na como se trata-se de alguém vulnerável (Um coitadinho ou Um desgraçadinho ). Uma ideia errada, a humildade caminha lado a lado com o "ser boa pessoa" e como tal é sinonimo de valor e de grandeza da personalidade, não inferior. A humildade expressa-se na vertente de aprender com os erros, é o validar da velha máxima nunca achar que sabe tudo. A pessoa humilde acredita convictamente que a aprendizagem emocional e por sua vez, vivencial é ao longo da vida e é, ao mesmo tempo desafiadora e as regras e lições não vem em manuais teóricos mas provem da escola da vida

A pessoa humilde não procura evidenciar-se  e não se vangloria perante os outros, (Eu fiz!, Eu ajudei, Não sei o que seria daquela pessoa se não fosse eu).  Nestas situações a humildade não é verdadeira. Os não humildes, gostam de mostrar e evidenciar e mais tarde exigem ou cobram o favor que outrora foi feito. São pessoas que por mais que a sua comunicação verbal ou não verbal seja mascarada (encoberta para não se decifrar), são agressivos nas criticas à mínima situação que aconteça que supostamente seja em seu  desfavor e são implacáveis negativamente. Ajudam com segundas e terceiras intenções, porque agem para a plateia social. Há também quem se intitule de humilde e boa pessoa mas as acções são não conformes... Exemplificando: É contraditório alguém dizer nas redes sociais que os idosos, por exemplo, devem merecer mais respeito por parte da sociedade e que a institucionalização dos mesmos deve ser o último recurso, e na verdade os familiares se encontrarem em iguais circunstâncias e nem uma visita realiza.

É igualmente um contrassenso, alguém manifestar-se que é contra quaisquer tipo de violência e praticar bullying laboral com determinado colega. Assim como também não é correto a auto designação de boa pessoa e altruísta quando após ajudar alguém a crítica. A humildade traduz-se no comportamento e na compreensão das particularidades da personalidade de cada pessoa. As pessoas verdadeiramente humildes tem carisma, personalidades própria e jamais são esquecidas. São lembradas sempre. Sabem que para gostar dos outros, primeiro tiveram igualmente que gostar de si próprias, aceitando-se. Em jeito de conclusão, o melhor marketing é a voz do povo daquele viu ou da pessoa que foi a protagonista na primeira pessoa da situação de ajuda ou da boa ação. Aquela  que passa a mensagem a amigos e a conhecidos da pessoa que marcou positivamente para sempre a sua vida.  

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