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Impacto da rejeição

O primeiro Homem era português

Impacto da rejeição

Escreve quem sabe

2022-01-16 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Segundo o dicionário da língua portuguesa, rejeitar significa, não aceitar, recusar e/ou não aprovar. As ciencias sociais que se debruçam sobre o comportamento humano, entendem, a rejeição como a não valorização de alguém, e que implica para o/a próprio/a (quem sente a rejeição) um enorme impacto psicologico, na saúde fisica e mental, como também, nas suas atividades diárias. É de certa forma, um “espaço vazio” que se evidenciam em bloqueios psicológicos e emocionais. A rejeição é infelizmente mais comum do que se imagina. Não se circunscreve, apenas às relações amorosas ou de intimidade de um casal. Aqui a rejeição pode ser visivel em comportamentos e atitudes em que existe uma pessoa da relação em que “doa mais ” e por conseguinte a outra mostra indiferença. Não só nesta situação, como também e a título de outro contexto, por exemplo no exercicio da atividade profissional. Em que por mais que se esforçe face a algo, “nada está bem”. Escutam-se criticas e teem-se atitudes desadequadas de pessoas (colegas) com as quais há a “obrigação” de um ambiente equilibrado. Por conseguinte invadem sentimentos negativos, como a desilução e a desmotivação. A rejeição não tem em si , uma direção especifica. Não se aplica a uma faixa etária concreta. Vejamos infelizmente o aumento do número de crianças e adolescentes que são “rejeitadas” , sem motivo algum, pelo seu grupo de pares, isto é de amigos. Todos os tipos de rejeição , atrás descritos, são intensos e dolorosos, mas há um outro tipo de rejeição que deixa na maior parte das vezes, sequelas para a vida, que é a rejeição familiar. A rejeição não implica o conceito direto de “ abandonar”. Na verdade, quantas pessoas, coabitam no mesmo lar com a sua própria familia e se sentem abandonadadas, onde não tem a oportunidade de expressar nem as alegrias nem as tristezas, onde não existe comunicação , porque desde que tenha a assistencia dos bens essenciais diários, “obrigatoriamente” terá de estar tudo bem. Este abandono emocional, contribuiu para que a pessoa em questão, tenha dificuldade em estabelecer vinculos emocionais com outras pessoas. Tendem muitas vezes a fugir de compromissos que envolvam “a relação” com outra pessoa. Comprometem também o seu circulo social, pois tem comportamentos ambivalentes que se manifestam na insegurança, ou na “rispidez” com que às vezes se expressam verbalmente. A vida tornou-as desconfiadas e são por norma solitárias. Solitário/a no sentido, em que desde cedo, tal como diz o ditado popular, estiveram “à sua sorte” onde aprenderam sozinhos/as a terem de se desenvencilharem na vida. O lado positivo, se é que o há, esta “dura preparação” para a vida, torna-as em pessoas bem sucessidas em areas como a profissional. A rejeição faz parte da vida. Não há ninguém que nunca tenha , sentido a rejeição, pelo menos uma vez na vida. Quando se tem uma patologia fisica crónica, é uma condição de saúde para a vida, em que apesar de algumas limitações a pessoa adapta-se e consegue realizar as atividades normais no seu dia-à-dia. Mas, a rejeição não pode nunca ser psicologicamente crónica e com ajuda especializada é possivel “reeguer-se” sempre quando quiser. Não é à toa infelizmente, que na maioria das pessoas que estão doentes psicologicamente, são pessoas de bom coração, em que a interação e o relacionamento mau com outras pessoas, contribuiram para que se adoentassem. Muitas pessoas culpabilizam-se e interrogam-se no sentido em que “Será que eu fui eu que contribui para que eu passasse por isto?” Resposta. Primeiro íten: As pessoas não passam por mudanças as quais não as desejam. Isto é, se a pessoa, por mais que seja alertada que “não é o caminho”, se não sentir que deve mudar , não o faz. Segundo íten: Há passados em que são justamente passados .Essas memorias não devem interferir negativamente no presente ao ponto de bloquear. Não tem que perdoar a si, os/as outros/as é que lhe devem um serio pedido de desculpas, por terem sido incorretos ( ex: pais e vice versa filhos entre outros). Siga em frente e liberte-se do que não lhe faz bem e nunca lhe quis bem. Terceiro íten: Quando alguém lhe critica algo de forma insistente, saiba que aquilo que lhe é creticado, é o que a pessoa em questão tem em falta na própria sua vida. Quarto e ultimo íten: Foque –se em si. Você não está sozinho/a. Olhe à sua volta e veja com “olhos de ver” as pessoas que se sorriem quando o/a veem. Por aqui pode aperceber-se que são as que que gostam de si. Aprecie a companhia dessas pessoas. Valorize menos as memorias e as palavras desagradeveis que escuta no seu dia-à-dia e dê mais atenção às atitudes das pessoas que estão sempre para si.

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