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Investir na luta contra a SIDA à escala mundial

Novo ano, “ano novo”!

Ideias

2010-12-02 às 06h00

Margarida Marques Margarida Marques

Todos os anos - desde 1998 - que o Mundo assinala o 1º de Dezembro como o Dia Mundial da Luta contra o VIH/SIDA. Há mais de 25 anos que o vírus VIH e a SIDA provocam um enorme sofrimento a pessoas, famílias, comunidades e países de todo mundo. Neste último quarto de século, quase 60 milhões de pessoas foram infectadas e cerca de 25 milhões morreram. Cerca de 6800 pessoas são infectadas diariamente pelo HIV. E destes, 45% são jovens entre os 15 e os 24 anos.

Apesar de assistirmos recentemente à diminuição global do número de novos casos de infecção, existem hoje, em todo o mundo, 33,4 milhões de pessoas que vivem com este vírus. A África subsariana continua a ser a região mais afectada, com 71 % de todas as novas infecções por VIH em 2008 e 91% das novas infecções entre crianças. É ainda o lar de 67% de todas as pessoas que vivem infectadas com VIH no mundo.

Ontem, no Dia Mundial da Sida, e tendo em conta as especificidades regionais, a Comissão Europeia apelou ao reforço da prevenção e despistagem na Europa e anunciou um reforço de 10% nas suas contribuições para o Fundo Mundial de luta contra o VIH/SIDA, a tuberculose e o paludismo (GFATM), para o qual a UE é já o maior contribuinte e do qual a CE é membro-fundador.

Nos últimos oito anos, a UE (Estados-Membros e Comissão Europeia) contribuiu com mais de dez mil milhões de dólares para o GFATM, ou seja 52 % dos recursos do Fundo. Entre os resultados desta contribuição estão, por exemplo, tratamento anti-retrovírico para 2,8 milhões de pessoas infectadas com o VIH; mosquiteiros tratados com insecticida para 7,7 milhões de pessoas e terapia anti-retrovírica combinada para 750 000 pessoas infectadas com VIH em fase avançada.

O Programa Quadro Investigação e Desenvolvimento, o Programa Saúde, o Instrumento Europeu para a Cooperação e o Desenvolvimento, são apenas alguns exemplos de programas europeus que têm financiado projectos HIV/AIDS de investigação.

Para além deste fundo a UE apoia os países em todo o mundo na concepção e aplicação das políticas de saúde nacionais, porque 'sem uma população saudável, é impossível obter um crescimento inclusivo e sustentável nos países em desenvolvimento, que permita atingir os Objectivos do Milénio', nas palavras do Comissário Europeu responsável pelo Desenvolvimento, Andris Piebalgs. Refere ainda o Comissário Europeu, em declaração no Dia Mundial da Sida, que 'a SIDA continua a ser uma das doenças mais mortais, pelo que temos que intensificar os nossos esforços no sentido de impedir a propagação do vírus'.

Na Europa e nos países vizinhos são diagnosticados por ano mais de 50 000 casos de VIH. Por isso, a Comissão Europeia apela ao reforço da prevenção e da despistagem já que cerca de um terço das pessoas infectadas com o VIH na Europa desconhecem o seu estado. A despistagem é, aliás, essencial para o diagnóstico, tratamento, o aumento da esperança de vida.

Mas para além da prevenção, acesso aos tratamentos existentes e investigação de novos tratamentos importa também assegurar o fim do estigma dos indivíduos já infectados. Para a Comissão Europeia (Comunicação sobre luta contra VIH/SIDA na União Europeia e países vizinhos para o período 2009-2013) a resposta eficaz ao VIH requer que os líderes políticos garantam a defesa da saúde e dos direitos dos grupos vulneráveis e afectados. Por isso defende, entre outras, o apoio a actividades que reduzam o estigma relacionado com o VIH.

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