Correio do Minho

Braga,

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“Jobs for the boys, jobs for the Boydens”

A resolução de conflitos de consumo através da Internet (RLL)

“Jobs for the boys, jobs for the Boydens”

Ideias

2021-04-16 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

1. O título é de Cintra Torres, e vem exarado na revista Sexta do C.M. (semana de 26.3 a 1.4) dando-nos nota de que a CGI teria aberto concurso com a Boyden em ordem à escolha dos futuros administradores da RTP, concurso esse que até fora assinado por Hugo Figueiredo, que, por acaso, note-se, seria até um dos candidatos. O que, diga-se, nem sequer já é de surpreender quem, aliás como quase todos os portugueses atentos e inteligentes, sabem e vêm assistindo ao modo de proceder e agir do poder, seus “maneios” e suas consequências, claro! Para os lugares importantes de “apoio” ao governo e aos seus interesses, o que importa é que se escolham confrades, amigos, colegas conhecidos e pessoas que não atrapalhem, não incomodem e sobretudo apoiem e digam “amen” com o poder. Daí que não nos cause qualquer pasmo que surja e seja um dos próprios candidatos a celebrar o contrato com quem vá apreciar depois as candidaturas. A isenção, a independência e a lisura de processos estão garantidas!...
E pronto!... Aliás, diga-se, tudo aconteceu como previsto, programado e querido dado que há momentos, na TV e em rodapé, se teve a oportunidade de ver que foram escolhidos para administradores da RTP o dito Hugo Figueiredo e Nicolau Santos, o da Lusa, uma outra figura muito conhecida e de já garantida confiança. O problema ficou resolvido a contento do poder, e não se estranhará que em breve até “subam” a uma qualquer secretaria do Estado ou a um cargo dentro da governança, como aquela famosa e conhecida figura dona de uma produtora com relações com as Tvs, que depois a “passou” não se sabe bem a quem, e que hoje vem “trabalhando” e “apoi- ando” na área do poder, crê-se que na da Cultura. O que é preciso é saber agir, mesmo na escolha de candidatos às autarquias, e tê-los na mão, ainda que tal possa ser contra a vontade dos eleitores e entidades partidárias locais, aliás à semelhança do que vem ocorrendo com o PSD e outros, face à aproximação das autárquicas.

2. A Francisca, a ministra da Justiça, cada vez mais nos desilude. Quando há muitos anos a conhecemos e inspecionámos, nunca admitimos que os seus princípios, conhecimentos, inteligência e sensatez a levassem a atitudes e intervenções que nos surpreendem e causam pasmo. Mas está na política e no governo, e isto, uma perda de qualidades e aquisição de vícios, por norma acontece mesmo aos mais avisados. Os comentários e as suas previsões quanto ao rumo e sorte final dos processos em curso quanto à batota havida nas vacinas são de uma infelicidade e uma “burrice” atroz. Há processos em curso, investigações a correr termos e já vem dizer o que possivelmente irá acontecer? Mas então as investigações e os inquéritos não são imparciais? Estão a ser comandados ou dirigidos pelo governo, e mais concretamente pela ministra da Justiça? Onde a independência dos tribunais, da PJ, do MP, dos Juízes face ao poder executivo? A estupidez, diga-se, por vezes não tem preferência nem sensatez, muito embora se admita e de todo se compreenda que há muitos socialistas, muitos confrades, amigos e “malta” do aparelho envolvidos nesse “embrulho” da batota das vacinas, mas era exigível à ministra da Justiça muito decoro, independência, isenção e que... se mantivesse calada. Já não bastava o que se passou com o envio do Guerra para Bruxelas, e problemas havidos, e o facto de trazer para junto de si o PGA L. da Mota, o que recomendava ao MP que não se metesse com o Sócrates?!

3. Aliás o governo está cada vez mais patético e com problemas, sendo que Costa até parece ter sido atingido pelo vírus pandémico. Afigura-se-nos muito parado, um pouco amorfo e sem genica ou força para fazer as reformas e mudanças que se impõem. É incontestável que são muito fraquinhos e agarotados alguns dos seus governantes, ainda que prontos e muito lestos na exibição de máscaras e nos locais onde possa haver câmaras, microfones e “folclore”, mas não haverá alguns outros e mais “boys” que possam ser “experimentados”? Nem amigos ou antigos colegas? O Cabrita, apesar de todo o seu traquejo, passou a gritar muito e por vezes até “berra” quando fala em público, afigurando-se-nos que nunca mais se conseguiu “erguer” e “levantar” depois da morte do ucraniano e da “conversa” do Magina após falar com o Marcelo. Continua a querer acabar com o SEF, sendo que o processo, o modo e a forma como age e as integrações que promove parecem ser de alguém “ressabiado”, um pouco “perdido” e a querer “mostrar-se” de qualquer maneira. No entanto parece-nos estar muito “maginado” e com algum desnorte, pois, já depois de ter afirmado a reestruturação do SEF, “continua a fazer nomeações de topo para este órgão de polícia criminal” (C.M. 27.3.) e até ousou falar em eleições repartidas por dias, com o Costa a “calá-lo” logo, e não foi nada meigo. Aliás até na política o povo tem razão: «amigos, amigos, mas interesses políticos e eleições à parte».

4. No entanto os dislates e os problemas do governo continuam com os atos, atitudes e problemas do Galamba e do M. Fernandes (Energia e Ambiente) a evidenciarem-se nos negócios com o lítio e o hidrogénio verde, as vendas de barragens pela EDP à Engie, as conversas e atuações do Calder com os holandeses interessados em Sines (atenção à entrevista de S. Felgueiras), ele que agora deixou a área do poder e foi trabalhar com eles. Diz-se que há inquéritos em curso, muitas suspeitas e negócios escuros, mas seria conveniente que tudo isso fosse bem esclarecido, até para que não se ouça dizer que os interessados dos locais das barragens quereriam tão só uma oferta para uma “feira de chouriças”. Às vezes, olhando-se para as figuras da governança, vêm-nos à memória uma frase de um velho juiz que se referia a certas figuras públicas “folclóricas” como uns “meias-naus”. Claro!... Por terem só proa!

5. Continua-se a vivenciar e a comentar nos media muitos “recursos” e “decisões” de factos e casos da vida, mas cada vez mais os “achocalhando” e “sujando”, tal como a aplicação da própria justiça. Muitos dos comentários e opiniões são bolçadas por quem não tem preparação técnica nem especial talento para “comunicar” com quem os ouve e vê, sobretudo porque muito “balançam” e “vomitam” só aquilo que os entrevistadores querem. Designadamente quando têm interesse no caso, este é apelativo e dá “pica” ao povo, atraindo audiências. Aliás muita da comunicação social só tem vindo a prejudicar o país, a ação e o papel das autoridades, muitas das vezes “emporcalhadas” com o ocorrido em certos bairros e depois “sujas” com os “filmes” das redes soci-ais. Com quem todos parecem gostar de ver, sentir e viver, como vem acontecendo com os casos de polícia, operações de ridículo aparato, drones, fugas, detenções e correrias, designadamente em certos bairros em que a miséria se “casa” com “guerras” de etnias, mesmo sem o Mustafá Bá por perto.

6. Como últimas novidades e singularidades, anota-se que a 9 de Abril, cerca de nove meses depois do encerramento da fase de instrução, vai ser conhecida a decisão de pro-núncia ou não pronúncia no processo da “Operação Marquês”, como aliás foi anunciado (C.M. 27.3.) sem quaisquer comentários especiais. Entretanto o CSM pôs um processo disciplinar ao juiz de Odemira, suspendendo-o, devido ao anómalo, especial e singular do ocorrido num julgamento, e por causa do uso ou não uso de máscara. Singularidades e curiosidades que tanto podem assentar em particulares e especiais figurantes, ávidos de protagonismo e de notícias nas redes sociais, como apenas serem um puro reflexo dos malefícios pandémicos e suas sequelas no estar, pensar e sentir das pessoas. O que importa aceitar e compreender!...

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