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Jovens e a política

10 de junho, um dia de reflexão sobre o futuro das Comunidades

Escreve quem sabe

2016-03-06 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

No contexto da programação de BRAGA’16 Capital Ibero - Americana da Juventude foi apresentado o livro ‘Jovens e a Política’. Publicada por José Miguel Bettencourt, Doutorando em Ciência Política no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, investigador visitante na Columbia University, que também foi colaborador da Missão de Portugal junto das Nações Unidas. É uma reflexão académica e científica, deste Investigador Universitário que de forma apartidária e transversal, procura encontrar um caminho, que nos leve a uma maior participação cívica e política dos Jovens.
Uma iniciativa apadrinhada pelo Secretario da Juventude e do Desporto, João Meneses, pelo Presidente Município de Braga, Ricardo Rio, apoiada pela Direção Regional do Instituto Português do Desporto e Juventude, que contou com a participação dos Presidentes do Conselho Nacional da Juventude, da Federação Nacional das Associações Juvenis e das Associação Académica da Universidade o Minho.
Um livro que tem como mote um discurso do Sua Ex.ª o Presidente da República, proferido em 2008, com base no apelo à participação na política e cívica dos Jovens Portugueses. Uma preocupação que viria a reiterar com a organização da Conferência Internacional ‘Portugal e os Jovens - Novos Rumos, outra Esperança’, que teve lugar na Fundação Champalimaud em maio de 2015.
Foi apresentado pela primeira vez na Assembleia da República, em Julho de 2015. Prefaciado pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República eleito, conta com a uma nota de presentação de Dr. Mota Amaral e o Posfácio de Jaime Gama.  E integra depoimentos inéditos sobre Política, os Políticos e a Juventude, personalidades dos mais variados quadrantes políticos e ideológicos, como: João Carlos Espada, Adriano Moreira, Mota Amaral, Luís Campos e Cunha João Dias da Silva, Miguel Morgado, Paulo Almeida Sande, Paulo Teixeira Pinto, Rui Oliveira e Costa,  e Pedro Magalhães.
É uma reflexão focada no funcionamento da política e das suas instituições. Um repositório de assuntos, temas problemas e perspetivas fundamentais, para os jovens e para os decisores políticos. Uma obra de grande atualidade, a avaliar pela pelos estudos e inquéritos de âmbito nacional, referenciados pelo autor, publicados desde 2005 até este momento. Um texto doutrinário, despretensioso com profundo alcance pedagógico, que no atual contexto, cumpre o propósito de despertar o interesse pela política e a curiosidade dos jovens.
Passando em revista os  momentos mais relevantes dos 41 anos da democracia portuguesa, faz ainda, um retrato da ação politica dos jovens até aos nossos dias e, a relação entre a política e as novas gerações, faz uma retrospetiva das vivências das diversas gerações de políticos e politicas públicas, desde o Estado Novo, antes e depois do 25 de Abril. Assenta nos princípios da ciência política, enquadra os conceitos que orientam a ação da política, veiculando testemunhos sobre o tempo conturbado que estamos a viver. Analisa também, as experiências e missões políticas que são protagonizados pelos Jovens, e a ideia que fazem da política e dos políticos.
O autor aborda um conjunto de temas de grande importância para se pensar o futuro da política em Portugal e no mundo. Através de testemunhos recolhidos de personalidades, pensadores e políticos, alguns fundadores da própria democracia em Portugal, reflete sobre o significado atual dos conceitos como a democracia, o estado, o poder, a governação e os partidos políticos, a organização e o funcionamento do Parlamento, do Governo e da Presidência da República.
Sem procurar culpados e responsáveis, pelo afastamento dos jovens da política ou pela sua ausência da participação cívica, afirma que é necessário termos consciência da realidade em que se encontra a sociedade portuguesa, a que podemos acrescentar, a sociedade europeia e ibero-americana. Sendo a participação cívica e partidária dos portugueses, dos Jovens e a dos menos Jovens, uma questão que o autor pretende entender, faz uma reflexão sobre a importância do sistema político, partidário e eleitoral.
Neste sentido, podemos afirmar que esta obra, anuncia uma nova fase das políticas de juventude na Europa e na América Latina. Um processo em que Portugal tem vindo a assumir um papel pioneiro, dando contributos cruciais, através da acção concertada dos seus sucessivos governos, das autarquias locais, do movimento associativo e dos jovens. Numa atitude de reconhecimento dos novos desafios, interesses e necessidades que anunciaram um novo perfil social, cultural e económico da condição juvenil.
Uma centralidade particularmente relevante, a juventude é uma realidade social heterogénea e fortemente qualificada, que não vê confirmadas as expetativas do processo de escolarização. Um processo a que os jovens estão a dar muita importância, intervindo cada vez mais ativamente, na construção das suas próprias respostas. Apostando no desenvolvimento de uma nova cidadania empreendedora, que potencia melhores competências, de forma a proporcionar novas oportunidades, promovendo a definição dos seus percursos sócio profissionais, e as condições para uma emancipação efetiva da sua geração, com repercussões futuras de grande impacto.
Como profissionais, dedicados ao trabalho com a juventude há alguns anos, afirmamos em jeito de conclusão que, jovens com esperança no futuro, são cidadãos mais participativos, na construção de “uma sociedade mais capaz, mais responsável, mais empreendedora e civicamente mais empenhada”, como preconiza o autor.

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