Correio do Minho

Braga, terça-feira

Ladrões sócio emocionais

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Escreve quem sabe

2015-11-08 às 06h00

Joana Silva

Já lhe aconteceu sair e a determinado momento se auto questionar “ Para quê que eu vim”?! Esta situação ocorre nas relações sócio emocionais e há quem diga que se trata de uma questão de energia. Certamente, que se apercebeu que há dias em que sente que está mais recetivo para escutar ativamente um amigo, e tem outros que não. Ninguém é igual a ninguém, logo também a empatia está manifestamente mais desenvolvida numas pessoas em detrimento de outras. Por mais que a empatia esteja desenvolvida em determinada pessoa, é igualmente legitimo que a mesma sinta por vezes, fuga de energia emocional em determinados ambientes sociais.

Os traços de personalidade também influenciam as relações sócio afetivas. Aquele que escuta ativamente pode na verdade ser o parceiro ideal de diálogo para “ladrões” emocionais. Mas quando não o faz, até porque tal como todas as outras pessoas, tem dias com “altos e baixos” é acervado por questões pouco convencionais: “O que tens?”, “Não pareces o mesmo.”, ou “Estás diferente”. É a “vítima” perfeita e o parceiro ideal de pessoas com os seguintes traços: narcisismo; falso-passivo; agressivo; a vítima; e o ciumento.

A pessoa com traços narcísicos, possui um visão de vida muito auto centrada e direcionada para si própria. Considera-se melhor e superior e o seu maior desejo é ser admirada. Do ponto de vista psicológico, este tipo de pessoa tem na verdade um auto conceito baixo e procura a atenção pela via da enaltação das conquistas conseguidas. Ora na verdade pessoas realizadas e felizes não necessitam de estar constantemente neste registo de auto afirmação. Se assim fosse não tinham tanta necessidade de “fazer questão”.

Existem também pessoas que são ambivalentes na comunicação alternando entre o registo manipulador e passivo. Conseguem ocultar ou mascarar aquilo que na verdade são. Pessoas desagradadas com algo mas que não externalizam pelo diálogo (mantém a calma) nem pela linguagem corporal (consegue disfarçar com o sorriso). No entanto, na apreciação de um olhar consegue-se decifrar o mais “recôndito da alma”. Nas pessoas agressivas o conflito está sempre intermitente. São pessoas que se marcam pela impulsividade e consideram que tirar “satisfações”, destratar e acusar é o castigo justo e merecido.
Relativamente ao amigo o “coitadinho”, este insurge-se como o mais “infeliz” à face da terra. Tudo lhe acontece, e o responsável é… o destino. Por último o amigo ciumento, o (in) satisfeito da vida alheia.

Considera-se a “boa pessoa” (“não faz mal a ninguém, a não ser quando é necessário”; “fala pouco da vida alheia”; “Cobiça aqui uma coisinha e outra e acolá… mas pouco” etc.) e por isso não compreende porquê que outras pessoas de acordo com os seus critérios de justiça, não tão “boas pessoas”, conseguem alcançar os seus objetivos e ele não. Socializar e compreender pessoas não é tarefa fácil, mas conviver também é preciso. Se assim não fosse, a solidão seria a companhia. Mantenha-se fiel a si próprio e ao mesmo tempo imponha limites de forma assertiva, “Saber viver também custa. O que custa é saber lidar com os ladrões emocionais”.

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