Correio do Minho

Braga, quarta-feira

“Contra os Bretões marchar, marchar”

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Ideias

2017-02-01 às 06h00

Paulo Monteiro

“Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!”

Era este o refrão da versão original de ‘A Portuguesa’ que deu origem, mais tarde, ao Hino Nacional. A letra é de Henrique Lopes de Mendonça e a música de Alfredo Keil e é hoje notícia porque faz precisamente 127 anos que foi tocada, pela primeira vez, num sarau em Lisboa. Na altura, “contra os bretões” como resposta ao ultimato britânico quando estes se insurgiram contra o ‘mapa cor-de-rosa’... o mapa desenhado por Portugal, que foi aceite internacionalmente, e onde os territórios entre Angola e Moçambique ficariam sob sua administração.

Os britânicos não gostaram e fizeram-nos um ultimato: ou esquecem o mapa ou têm guerra. O rei D. Carlos bem que protestou com a rainha Vitória, mas de nada valeu e teve de recuar. A monarquia estava cada vez mais enfraquecida e os republicanos ganhavam força. Mas para a história ficou o refrão de ‘A Portuguesa’ durante muitos e muitos anos de “contra os bretões, marchar, marchar”.

Nos anos seguintes, o hino sofreu várias alterações (a versão original continha ainda quatro quadras que foram retiradas) e só a 16 de Julho de 1957, por proposta do Conselho de Ministros, se chegou a acordo sobre a letra definitiva do hino. Aí já sem “bretões” mas com “canhões”. Em 1976, passou a ser um dos símbolos nacionais de Portugal e a fazer parte da Constituição da República Portuguesa (artigo 11.º, n.º2, onde se lê: “O Hino Nacional é A Portuguesa”).

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