Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Legitimidade para criticar

6.º Festival de Órgão – Um retorno às novidades da tradição musical

Ideias Políticas

2019-03-12 às 06h00

Hugo Soares

Legitimidade para criticar. Vem o mote a propósito de um texto de opinião assinado neste jornal por um ilustre político socialista do “nosso” concelho. Num exercício de “política apurada”, Jorge Cruz pretendeu dar uma lição aos seus pares de como fazer oposição. Para tanto, valeu- -se de uma entrevista que eu próprio dei a este diário. Ora isolando frases fora do contexto, ora extrapolando do que eu disse, Jorge Cruz quis validar, nas minhas palavras, as críticas que o PS (não) faz ao executivo municipal. Esqueceu-se das inúmeras vezes em que, durante a entrevista, frisei o orgulho na gestão de Ricardo Rio, as vezes que afirmei que Braga estava uma cidade diferente para muito melhor, as vezes em que assegurei que Braga era hoje uma referência nacional.

Mas tem razão o Jorge Cruz. Nessa entrevista também apontei os principais desafios e as coisas com que concordava menos das opções políticas do executivo municipal. Percebo bem a estranheza de Jorge Cruz e dos seus pares: então no PSD são livres de dizerem o que pensam? Andamos nós, em mais de 35 anos de Mesquitismo, a dizer amén a tudo e eles ousam discordar de alguma coisa de Ricardo Rio? Mas como é possível?
É, pois, na resposta a estas perguntas que se encontra o mote deste texto. No nosso PSD há liberdade. Há capacidade crítica construtiva. Não há seguidismos cegos. Tenho, por isso, para mim que esta nossa característica é a que mais fortalece Ricardo Rio: porque o ajudamos, a ele e à sua equipa, a serem mais exigentes e fazerem da nossa cidade uma cidade cada vez melhor. É neste binómio de suporte político incondicional ao projeto político que protagonizamos e de crítica construtiva que a oposição socialista esbarra no seu embaraço. Como oposição pouco existem; como projeto alternativo não existem de todo. Mas percebe-se: quem vê a gestão altamente meritória de Ricardo Rio, ainda que confrontado com os desmandos do passado, não encontra legitimidade para criticar. Nós, por cá, no PSD, continuamos sempre fiéis ao nosso compromisso com os Bracarenses: ajudar Ricardo Rio a construir uma Braga melhor; posso até dizer que esta é uma missão fácil já que temos todos (todos os bracarenses) o privilégio de ter um dos melhores presidentes de câmara do país.

É neste espírito que, na próxima sexta-feira, me apresentarei, com uma equipa que me orgulha, novamente ao sufrágio dos militantes do PSD. Com um sentimento de alto dever cumprido. No plano interno, afirmámos o PSD Braga como uma referência nacional, aumentando exponencialmente o número de militantes. Quando falamos, somos ouvidos. No plano externo, obtivemos uma maioria esmagadora no executivo municipal; garantimos a maioria na assembleia municipal; ganhamos o maior número de executivos de freguesia. Podemos dizer, com orgulho, que os bracarenses têm confiado em nós. Mas, fazendo fé nas notícias que têm vindo a público, apesar de tudo isto, um projeto alternativo será apresentado em confronto com o que eu lidero. Porque no PSD somos assim: livres. Porque assim faço questão que continuemos a ser. Quando nos quiserem impor um pensamento único então somos outro partido qualquer. Mas não o PSD. E serão certamente umas eleições livres de confronto de ideias.
Não aquilo que se viu no… PS de Jorge Cruz.

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