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Ideias Políticas

2016-09-27 às 06h00

Carlos Almeida

No momento da apresentação do primeiro orçamento municipal de sua inteira responsabilidade, Ricardo Rio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Braga, falava no “fim das obras para enganar meninos”. Justificava desta maneira o parco investimento para o ano de 2015, apontando baterias ao seu antecessor, conhecido que era o seu modus operandi.
Tal como previsto, o ano de 2015 chegou ao fim com um nível de investimento muito reduzido, abaixo do orçamentado, apesar da subida da taxa de execução.

Para 2016, Ricardo Rio emenda a mão, mas mantém o argumento, pelo menos em parte. Faz disparar o investimento previsto, quando comparado com o do ano anterior, mas fica refém do financiamento comunitário. Fala em “política de verdade” e assegura que só inscreve no orçamento as obras que irá, efectivamente, realizar.
Chegados aqui, é tempo de olharmos para trás e fazermos o balanço, mas é também o momento para nos lançarmos sobre o próximo ano. Não tarda, estaremos perante o derradeiro orçamento do mandato, o que me faz antever alguns cenários. Já lá irei.

Para já, registe-se que já lá vão três anos de mandato. E, não fora a dança de cadeiras nos gabinetes e uma nova forma de se fazer ver e ouvir, o comum dos cidadãos diria até que tudo está na mesma. Bom, talvez não seja tanto assim. Houve mudanças, é justo reconhecê-lo.
As taxas do IMI foram reduzidas, incluindo as que incidem sobre as habitações que beneficiam da vista privilegiada para o parque eco-monumental das Sete Fontes.
As linhas de água do concelho apresentam-se limpas e as suas margens são lugares de conforto procurados pelos bracarenses, que agora dispõem de um verdadeiro parque de lazer e actividade física, depois da concretização do alargamento do complexo da rodovia.

A fábrica Confiança - casa da cultura para todos - aproximou os estudantes universitários do coração da cidade, que agora podem circular neste eixo de mobilidade sustentável, depois do incisivo reordenamento do trânsito nas ruas D. Pedro V, Nova de Santa Cruz e na avenida Padre Júlio Fragata.
Saliente-se ainda a poupança anual de 3 milhões de euros, conseguida com a dissolução da maléfica parceria público-privada, que permitiu o compromisso com uma política de taxas municipais mais amiga dos cidadãos e das empresas.

O espaço público está agora mais limpo e cuidado, uma vez que a AGERE deixou de se preocupar com a distribuição de dividendos pelos accionistas e investiu a sério no reforço das equipas de higiene e limpeza.
Os trabalhadores do universo municipal regozijam-se com a nova liderança, que veio pôr cobro ao autoritarismo e à repressão do passado e trazer-lhes novas e confortáveis condições de trabalho.
Se assim não foi, tenho ideia de ter lido em algum lado.

Bom, não desesperemos, até porque as eleições sempre trazem algo de bom. E em ano eleitoral o que é que acontece? Obra, muita obra. E a que se deve? Isso mesmo, a uma gestão eficiente e responsável, que durante três anos permitiu a acumulação de recursos financeiros capazes de fazer face às exigências actuais da população e do concelho.

Centros escolares em S. Lázaro, Merelim (S. Pedro) e Gualtar, remodelação da secundária de Maximinos e da pousada da juventude, novo mercado municipal e o inovador e renovado parque de exposições de Braga: cá vos esperamos em 2017. Não se atrasem.

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