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Ideias Políticas

2022-05-03 às 06h00

André Patrão André Patrão

A entrada no mês de maio traz-nos, há 48 anos, a liberdade de celebrarmos o Dia do Trabalhador. Após a Revolução dos Cravos, também o 1º de Maio foi uma conquista pós-ditadura. Seis dias depois do 25 de Abril, o povo saiu à rua e pedia liberdade, democracia e trabalho, recordações que podemos recuperar, para os mais velhos, ou, para os mais novos, conhecer. através das imagens gravadas naquela altura e tornadas públicas, ao longo dos anos.
Sob os cânticos do hino nacional e da tão famosa expressão “o povo unido jamais será vencido”, o povo português celebrou o 1º de Maio de 1974 fervorosamente e com reivindicações como o salário mínimo a “6 contos”, o fim da guerra colonial, o regresso dos portugueses emigrados, direitos políticos e eletricidade para o bairro, com muitos cravos à mistura.
Mas o passado domingo foi, também, dia da Mãe. Aproveitando a combinação, devemos todos insistir, com urgência, na igualdade entre mulheres e homens nas questões laborais. Não só pela questão salarial, diretamente, mas pela igualdade de oportunidades a aceder a cargos, especialmente de chefia e de destaque, as mulheres foram (e ainda são) desvalorizadas no que toca às suas capacidades e no acesso a um conjunto de profissões que eram tidas como exclusivamente masculinas e, ainda, encarregadas, por um pensamento machista, retrógrada e injusto, de serem as responsáveis pelo trabalho doméstico e pela criação dos filhos.
Hoje, a mulher trabalha mais ainda. Continuam a ser as principais responsáveis pela lide doméstica e são prejudicadas pela ideia da maternidade pelo que o caminho passa por mudar mentalidades, partilhando as responsabilidades de forma equitativa, assegurando o direito à realização pessoal que cada mulher merece ter, um direito que significa, no fundo, liberdade.
Durante esta legislatura, será muito importante assegurar o futuro das gerações mais novas. A minha geração, considerada por muitos como a geração mais bem preparada de sempre, os filhos e netos do 25 de Abril, merece ser a geração mais realizada de sempre, a geração que tem condições para se emancipar, de uma vez por todas, realizando a liberdade do seu futuro.
Para isso, a “Agenda do Trabalho Digno” é vista com grande expectativa. Combater a existência de “falsos” trabalhadores independentes e o trabalho não declarado, assim como o recurso a trabalho temporário, de forma injustificada, assegurar a conciliação entre o trabalho, a vida pessoal e a vida familiar, proteger os jovens estudantes e estagiários, apostar na contratação pública e nos apoios públicos à contratação de jovens, reforçar a ação da Autoridade para as Condições do Trabalho e simplificar a burocracia, adequando a existência de uma nova realidade do teletrabalho, são pontos essenciais para apostar nesta geração e para garantir que a liberdade, pela qual os nossos antepassados lutaram, é cumprida.
Sabemos que os filhos saem cada vez mais tarde da casa dos pais. Sabemos que são pais também mais tarde. Sabemos que a emancipação é atrasada no tempo pela falta de oportunidades, pelas condições salariais e pela falta de segurança nos vínculos profissionais. A par desta realidade, somos também vítimas da competitividade dos mercados, da especulação imobiliária, das crises económicas e sociais e, mais recentemente, da pandemia.
Queremos melhores salários, menos precariedade, mais oportunidades e menos estagnação nas carreiras. Queremos poder comprar casa. Queremos conciliar a maternidade e a paternidade com as nossas ambições profissionais, não sendo obrigados a escolher um caminho e um futuro em que só tenhamos alguns dos sonhos que ousamos idealizar. Não queremos palavras, nem projetos. Queremos medidas que nos permitam lutar pelo nosso futuro. Não queremos só sonhar, queremos que o sonho se torne realidade. Queremos a nossa liberdade, agora!

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