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Liberdade e Destino

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Liberdade e Destino

Ideias Políticas

2020-04-28 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

O País vive a sua efeméride de liberdade num contexto de verdadeira excepcionalidade, que tem exigido dos Portugueses uma enorme capacidade de superação individual e colectiva. Se de uma forma geral, os nossos concidadãos têm respondido de uma forma irrepreensível, já alguns agentes políticos mais não têm feito do que descredibilizar esse desígnio.

Neste período, para além de Sentido de Estado nas palavras, exige-se a cada um dos agentes políticos Responsabilidade de Estado na acção. A vontade irracional de impor a comemoração do 25 de Abril e do 1º de Maio, nestas circunstâncias de autêntico luto nacional – infelizmente ainda não decretado - pouco mais parece do que propaganda de um regime cego e surdo, que não muda.

Usando truques de colonialismo das opiniões, vende-se que todos aqueles que não se revejam em comemorações de qualquer espécie num período de luto e sacrifício nacional serão, eventualmente, fascistas; que todos aqueles que fiscalizam as inoperâncias, incompetências e deslealdades governativas na gestão da crise estão, pasmemo-nos, contra o interesse nacional.

Numa resposta racional e não reaccionária se combaterá, como sempre, estas pseudo-realidades que alguns nos querem impor. A liberdade não é, nem nunca foi, património de uns em detrimento de outros, por mais que alguns espíritos marxistas assim o desejem.

Quarenta e seis anos volvidos do 25 de Abril de 1974, importa sempre reflectir e recordar que a normalidade democrática não nasceu, por geração espontânea, nesse dia. Até ao 25 de Novembro de 1975, as ameaças à Liberdade foram várias por parte de quem queria substituir uma ditadura por outra. Foi a coragem e valentia militar dos que honraram o seu compromisso com os portugueses que nos trouxe, finalmente a liberdade prática, além da teórica.

A liberdade é um património demasiado valioso. Se verdadeiramente a estimamos, jamais poderá ser um monopólio de um socialismo que inevitavelmente a hipotecará com a sua obsessão controladora das opções económicas, manipuladora da educação dos jovens, populista com as causas das minorias, perseguidora de valores e tradições.

As vidas das famílias e das empresas portuguesas não pode continuar a ser um calvário de impostos. Para as empresas, o Estado socialista é mais um sócio; para as famílias, mais um filho para alimentar. Esta intromissão - permanente e atabalhoada - do Estado no normal funcionamento do País apenas prejudica a liberdade e o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal.

As novas gerações querem viver libertas e em liberdade, com um Estado regulador e eficaz: capaz de se articular em rede com os privados, respeitador da iniciativa, menos despesita, promotor do mérito como elevador social, desburocratizado. Em suma, um melhor Estado ao invés de um maior Estado.

Dizia Churchill que “a desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias”.

Mais do que “cumprir Abril”, Outubro ou Novembro, efemeridades cada vez mais impessoais, saibamos sobretudo escutar os portugueses de hoje e interpretá-los nos seus valores perenes. Se confiarmos a liberdade como seu destino, serão sempre os portugueses a cumprir Portugal.

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