Correio do Minho

Braga, terça-feira

Liderar a JSD

Um excelente exemplo de branding

Ideias Políticas

2012-12-18 às 06h00

Hugo Soares

Aos 18 anos, quando entrei no número 116 do Largo da Senhora-a-Branca estava longe de imaginar que onze anos depois a Avenida Buenos Aires seria a minha última paragem na JSD. Tinha a ambição, o desejo e a vontade de mudar o mundo. Foi com a mesma ambição, com o mesmo desejo e a mesma vontade que este fim de semana orgulhosamente assumi a liderança nacional da melhor e maior organização de juventude partidária do País.
Liderar a JSD no período mais negro da história democrática de Portugal não só é o segundo maior desafio da minha vida (ninguém me levará a mal em assumir o meu filho Gonçalo como o primeiro…), como é absolutamente estimulante.

Portugal passou os últimos vinte anos a adiar o que precisava de fazer; o futuro nunca se construiu no presente e o País falhou. E o resultado? A minha geração ficou carregada de dívidas e com o futuro hipotecado. É por isso que considero determinante colocar a JSD no patamar que deve ser dela: não se acantonar nos temas que alguns querem que as juventudes partidárias tratem, mas antes liderar o debate sobre os temas que esses querem que sejam imutáveis.

A defesa dos que mais precisam, exigindo ao Estado a garantia do Seguro Social é, e será sempre, o primeiro objetivo de uma Juventude de matriz Social-Democrata. Ora, nesse sentido, é fácil à juventude perceber que o atual modelo de sustentabilidade do Estado Social Português colapsou. Hoje, 8 mil milhões de euros dos impostos dos Portugueses são utilizados para pagar juros de uma dívida que a minha geração não contraiu, não usufrui, mas tem de pagar.

É, por isso, urgente encontrar novas formas de financiamento das prestações sociais que o Estado tem que garantir gratuita- mente a todos aqueles que não podem pagar. A pergunta que se deixa é: faz sentido - num País que se quer justo e equilibrado - no acesso à saúde e à educação quem ganha 5 mil euros por mês pagar o mesmo do que quem ganha 700 euros? Eu não acho. E estou certo que a minha geração também não. Porque não pode haver dúvidas, reafirmo que a JSD - sob a minha liderança - não irá admitir que em momento algum haja um Português que, por força sua condição financeira, não tenha acesso à educação ou à saúde.

Mas… Não nos irão acantonar na discussão. É urgente rever um texto Constitucional que falhou. É fundamental olhar para a Constituição da República Portuguesa e nela inscrever o direito fundamental à “não dívida”, inscrevendo limites para o deficit e para o endividamento; é preciso consagrar o princípio da solidariedade inter-geracional, efetivado com a criação do Alto Representante para as Novas Gerações; é crucial dizer que quem mais pode tem que pagar para que quem não pode, não pague; é preciso reformular o sistema político e combater a impunidade. É nestas matérias que a JSD quer liderar o debate. Não deixaremos que outros decidam por nós.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

18 Dezembro 2018

Notas Soltas

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.