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Lombalgia – Também lhe doem as costas?

A honra de servir...

Lombalgia – Também lhe doem as costas?

Voz à Saúde

2021-09-28 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

Lombalgia é o termo que diz respeito à dor que surge ao nível da coluna lombar, aquela que é considerada a principal causa de dor referida pelos Portugueses. Estima-se que 80% das pessoas, em algum momento da sua vida, irão ter um episódio de lombalgia. É, também, uma das causas mais frequentes de reforma por invalidez, o que traduz o seu elevado impacto pessoal e profissional.
Esta dor é, na sua maioria, sentida abaixo das últimas costelas e acima da região glútea. Frequentemente, é irradiada aos membros inferiores, levando a pessoa a coxear ou mesmo a perder a força numa das pernas. As características dependem da causa da lombalgia. Poderá melhorar na posição deitada ou em repouso. Em contraste, poderá aumentar na posição sentada, com a flexão do corpo, com o levantamento de pesos, com a necessidade de passar largos períodos em pé ou a caminhar.

Trata-se de um sintoma e não uma doença em si, desta forma, pode estar presente em variados casos clínicos. Entre estes, destaque para a hérnia discal que corresponde ao deslocamento de um disco inter-vertebral (o material amortecedor entre as vértebras, ou seja, os ossos da coluna), podendo comprimir as raízes nervosas e outras estruturas adjacentes, levando ao aparecimento da dor e outros sintomas. Devem merecer maior atenção os casos em que a dor não alivie ao fim de três meses, que não responda ao tratamento prescrito pelo médico ou que apareça em quem tem antecedentes de doenças como o cancro. Na maioria dos casos não se chega a confirmar a causa, sendo a lombalgia considerada inespecífica.
Como causas mais comuns, destaque para: alterações musculoesqueléticas relacionadas com processos degenerativos, inflamatórios, infeciosos, traumáticos ou posturais.

O diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame objetivo. Nesse sentido, não hesite em procurar o seu Médico Assistente. Se indicado, poderá haver necessidade de realizar um exame de imagem como uma radiografia, tomografia computorizada (TAC) ou uma ressonância magnética e /ou análises laboratoriais.
O tratamento será sempre dirigido à causa subjacente da lombalgia, tendo como objetivo o alívio de dor. Fármacos como analgésicos, anti-inflamatórios e /ou relaxantes musculares serão prescritos pelo seu Médico Assistente. Na forma aguda é inevitável o repouso e, em caso de persistência do problema poderá ser necessário recorrer a intervenções como fisioterapia, radiofrequência, acompanhamento psicológico ou terapêutica injetável. A cirurgia poderá também estar indicada, tanto nas formas agudas como crónicas, de acordo com a gravidade do quadro clínico que lhe deu origem.

Saiba que há formas de o ajudar a prevenir o aparecimento da dor: 1. Opte por uma postura adequada: levante-se de forma correta, dobre os joelhos sempre que levantar pesos, mantendo as costas alinhadas, de forma a suportar o peso como num agachamento; 2. Combata a obesidade: seja adepto de uma alimentação saudável, se justificável, perca peso para não sobrecarregar a coluna lombar; 3- Faça exercício físico de forma regular, opte por exercícios de reforço muscular, alongamento e flexibilidade, idealmente, acompanhado por um profissional especializado.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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