Correio do Minho

Braga, sábado

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‘Saboreando’ a saída da crise com a Galiza

Um novo pacote de medidas de apoio às empresas

Ideias

2010-04-20 às 06h00

Abílio Vilaça Abílio Vilaça

AAssociação Comercial de Braga lançou, recentemente, o Guia da Melhor Doçaria e Pastelaria do Minho, designado por SABOREANDO. Editou-o em duas línguas simultaneamente, galego e o português. Regista-se que, pela primeira vez, na nossa região é editado um Guia da melhor pastelaria e doçaria do Minho em duas línguas da nossa euro-região.

No Norte de Portugal e na Galiza vivem, conjuntamente, cerca de 6 milhões de habitantes, uma comunidade Ibérica que possui uma vizinhança exemplar. Sem divergências, com grande hospitalidade, com bons exemplos de turismo religioso, como acontece com a dinâmica de Santiago de Compostela, com as devoções aos Santuários do Minho e a tradição da Semana Santa de Braga. Existe um entendimento muito gratificante e se comparamos com outras comunidades da fronteira entre Portugal e Espanha, não se verifica tamanha identidade comum.

Quando olhamos para o interior do nosso país e procuramos uma região com a mesma dimensão populacional, teremos de fazer uma leitura exclusivamente litoralista. Lisboa e Vale do Tejo não ultrapassa os 4 milhões de habitantes, a área metropolitana do Porto fica-se pelos quase 2 milhões de habitantes e são as maiores que temos de cariz exclusivamente nacional.

A dimensão populacional, a identidade linguística, a identidade cultural e gastronómica, os negócios comuns que se estão a desenvolver e o interesse em assumir novos desafios levam-nos a olhar a Região Norte de Portugal-Galiza como um espaço Euro-Regional muito apetecível. As diferenças entre a vida do lado de lá e do lado de cá da fronteira estão mais esbatidas.
Minhotos, Transmontanos, Dourienses, Bragançanos e Galegos possuem características identitárias muitos esbatidas quando nos reunimos para tratar de problemas comuns.

A crise económica que também se vai sentindo do lado Galego é interpretada da mesma forma e com as mesmas preocupações. Falta emprego e é necessário fomentar novas empresas. Lá como cá, também estão muito dependentes da indústria automóvel, da indústria têxtil, do calçado, entre outras.

Lá como cá, também se concentram esforços para apoiar os bancos, como acontece com a tentativa de reunir as Caixas de Aforros numa única estrutura e se concentram esforços no apoio ás Pequenas e Médias Empresas, fomentando o empreendedorismo. As relações da Galiza com os países de expressão Castelhana tem vindo a ser explorada de forma muito intensa e com resultados muito positivos.

A exportação de produtos portugueses passa por vender aos consumidores Galegos. Vender aos galegos, quando visitam Portugal e sobretudo, vender na Galiza. A Associação Comercial de Braga possui um programa, designado 100 PYME´s ( Pequeña Y Mediana Empresa) versus 100 PME´s (Pequena e Média Empresa) que desde 2007 está a fomentar as exportações e o estabelecimento de negócios portugueses na Galiza.

Ano após ano, tem vindo a abrir o mercado galego a PME´s portuguesas com resultados muito positivos. As empresas portuguesas estão a conquistar novos clientes e novos mercados pela via do contacto directo entre empresários dos dois lados da fronteira.

É necessário desdramatizar o ambiente de depressão que as crises económicas tendem a criar. As crises económicas estão presentes na história económica dos países. Constata-se pela análise dos índices económicos e pelos registos históricos que nunca se viveu permanentemente em crise e sempre se saiu das crises mais reforçados na dinâmica económica.

Este facto faz-nos também acreditar que é possível vencer a crise, tanto mais que temos na actualidade instrumentos técnicos, tecnológicos, acessibilidades, mais abertura para vencer as dificuldades e já não temos barreiras alfandegárias.

O sector da Pastelaria tem agora um novo instrumento para aproveitar a vinda de Galegos à região, o Guia da melhor Pastelaria e Doçaria do Minho em Português e Galego, designado por SABOREANDO, para estabelecer novas empatias comerciais. Só acreditando nas nossas capacidades empresariais em avançar para o mercado galego se pode “saborear” a saída da crise com a Galiza.
Muita atenção e boa semana!

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