Correio do Minho

Braga,

Mais uma vez os rankings…

Escrever e falar bem Português

Voz às Escolas

2016-12-26 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

Recentemente tivemos a publicação de resultados escolares dos alunos com várias origens. Por um lado, os resultados internacionais, como é o caso do PISA, por outro, os resultados dos alunos nos exames nacionais projetados nos rankings das escolas.

Como todos constatamos, os rankings foram trabalhados, apreciados, comentados de diferentes formas e contextos - Ministério da Educação, jornalistas, pais e encarregados de educação, alunos, professores…

Apesar de valorizados por uns e contestados, e muito, por outros, não deixa de ser uma publicação que merece a atenção de todos, quer os que se revêem nos resultados, quer os que ficam descontentes. Todos gostam de ficar bem…
A apreciação que a comunicação social apresentou era previsível - as escolas privadas continuam a liderar os rankings.
No contexto das escolas públicas continuamos bem posicionados. Somos, apesar de “os fazedores dos rankings” não contabilizarem todas as disciplinas do ensino secundário sujeitas a exame nacional, uma das escolas com maior número de provas realizadas. Este facto resulta do elevado número de alunos que continuam a procurar a nossa escola todos os anos. Sabemos que quem nos procura pretende um percurso de conhecimento, de formação com exigência que os prepare para os desafios futuros, em termos académicos e profissionais, nunca descurando a formação cívica. A estabilidade e experiência dos professores proporciona não só a aquisição do saber, mas também um constante desafio aos nossos alunos para outros projetos de relevo, como a participação em concursos nacionais e interna- cionais, nas diversas áreas do conhecimento.


Não podemos deixar de salientar, apesar de a tutela não apresentar esses dados, o facto de as instituições de ensino superior continuarem a assinalar que os alunos provenientes das escolas públicas, em termos médios, apresentam melhores resultados no ensino superior. Esta situação é-nos reportada pelas instituições que recebem os nossos alunos e deveria merecer séria reflexão de toda a comunidade educativa, mormente de pais e encarregados de educação na hora de escolher as escolas dos seus filhos/educandos. Todos sabemos da importância das classificações internas mais elevadas e a sua influência nos resultados finais dos alunos.

Esta é uma realidade que, pela nossa parte, pomos à mercê dos estudiosos dos rankings.
Continuação de festas felizes e um bom ano para todos.

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