Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Mandarim na ESCA

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Voz às Escolas

2015-11-02 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

No presente ano letivo vimos com agrado a introdução da opção de Mandarim como Língua Estrangeira III no currículo dos Cursos Científico-humanísticos do ensino secundário, como prevê o Despacho nº 7031-A/2015, de 24 de Junho, sobre a abertura do ensino do Mandarim nas turmas a iniciar o 10ºano, integrando um projeto-piloto superiormente autorizado.
A introdução do Mandarim como uma das opções de Língua Estrangeira dará aos nossos alunos maior possibilidade de escolha, permitindo que iniciem (ou retomem) a aprendizagem da língua mais falada no mundo. Para o Ministério da Educação e Ciência é uma oportunidade do ensino público poder facultar aos alunos uma língua estrangeira muito disseminada no mundo, alargando os horizontes culturais e linguísticos.

Este projeto resulta da cooperação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Instituto Confúcio da República Popular da China. As turmas são orientadas por docentes chineses graciosamente cedidos pelo Instituto Confúcio e acompanhados por docentes de cada escola e da instituição de ensino superior a que estiver ligado.
Para integrar o projecto-piloto as escolas públicas interessadas tiveram de se candidatar, tendo o nosso Agrupamento manifestado, de imediato, o interesse em oferecer o ensino do Mandarim, como uma das opções de Língua Estrangeira III.

As razões da nossa candidatura podem enunciar-se da forma seguinte:
- Este agrupamento iniciou a oferta do Mandarim no ano letivo de 2010/2011, em regime extra curricular, graciosamente dinamizado pelo Instituto Confúcio. Nesse ano inscreveram-se cerca de setenta alunos, provenientes das mais diversas áreas de ensino;
- Nos anos seguintes, funcionaram duas turmas, uma de iniciação e outra de continuação, uma média de trinta alunos por ano, o que perfaz duzentos alunos nestes cinco anos;
- A proximidade do Instituto Confúcio presente na Universidade do Minho e a sua oferta em termos de cursos superiores permite que os alunos possam continuar os estudos - dois alunos ingressaram numa licenciatura em mandarim e duas alunas num curso livre;
- Simultaneamente, esta oferta facultou aos alunos a participação em concursos de língua chinesa “Chinese Bridge”, tendo duas alunas ganho uma viagem à China, no ano letivo anterior.
Vimos, com satisfação e responsabilidade, atendida a nossa pretensão, sendo que a nível nacional, somos uma das (poucas) escolas com alunos a frequentarem a opção de Mandarim no 10ºano. A turma é constituída por alunos dos diferentes cursos Científico-humanísticos que, com expectativa e entusiasmo, apostaram na nova oferta do currículo.

Os conteúdos programáticos são diversificados, organizados em grandes temáticas que versam o quotidiano, abrangendo os aspetos essenciais da língua e cultura chinesa. Visam, assim, incentivar a aprendizagem desta língua, através de conteúdos de aplicabilidade prática, nomeadamente em viagens. Dada a especificidade do mandarim os materiais linguísticos foram selecionados de acordo com os mais recentes metodologias da aprendizagem de línguas estrangeiras como segunda/terceira língua, aliando a oralidade à escrita (pinyin e ideogramas) de uma forma didática, funcional e lúdica.

Paralelamente continuamos com a oferta do Mandarim como atividade extra curricular, em turma de iniciação ou continuação do estudo, frequentado pelos alunos em regime livre.
Num mundo em que a grande nação chinesa se afirma cada vez mais, pensamos ter feito uma boa escolha em prol dos nossos alunos, de quem esperamos trabalho e a quem desejamos sucesso.

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