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Marcha branca pela enfermagem, inundou pacificamente as ruas de Lisboa

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Marcha branca pela enfermagem, inundou pacificamente as ruas de Lisboa

Escreve quem sabe

2019-03-11 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

Numa união indiscutível e sem precedentes, num véu fino e delicado que se transformou num espesso manto branco em desfile pelas ruas de Lisboa, num dia especial - Dia Internacional da Mulher - os ENFERMEIROS PORTUGUESES de todas as latitudes do país e ilhas, dos cuidados primários, diferenciados, IPSS e unidades privadas, marcaram presença na capital portuguesa e brindaram Lisboa na linda e nobre evocação da Mulher, onde numa Classe Profissional como a ENFERMAGEM, grande número de profissionais, são MULHERES. Florence Nightingale (1820-1910) a pioneira e grande referência da Enfermagem.
Os números rigorosos são com certeza difíceis de apurar. Falam-se de 20, 15, ou entre 15 e 20 mil ENFERMEIROS. Os mais sépticos, em 10 mil. A grande e única verdade: foram muitos milhares, que numa forma harmoniosa, ordeira, de respeito e com alegria, trajaram a rigor com camisolas onde a insígnia desta marca foi “NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM”.

Apesar do poder político já nos ter apelidado de quase tudo, OS ENFERMEIROS PORTUGUESES demonstraram que não são "selvagens” porque a marcha se processou dentro da normalidade, harmonia e alegria. Não são “imorais” porque lutam pelos seus direitos, ao abrigo das leis. Não são “ilegais” porque cumprem os preceitos legais das greves e manifestações e, embora não estando de acordo, acatam as deliberações dos tribunais, mas não confundem diplomas legais com meras “recomendações ou pareceres”. Não são “criminosos" porque estão ao serviço da vida e apesar das dificuldades de recursos humanos e materiais, não deixam os Cidadãos sem os cuidados de ENFERMAGEM. Mas acima de tudo, têm coração, porque em qualquer circunstância “NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM”.

A “MARCHA BRANCA” tem uma amplitude e uma dimensão que se pode resumir em 3 grandes vectores:

* O primeiro: é a demonstração de união em torno de uma Classe Profissional, que não vacilará na defesa dos seus direitos e reivindicações, no estrito cumprimento de preceitos legais, éticos e morais. E esta união, está muito acima dos Sindicatos da Classe, tendo sempre presente que a única representante de todos os ENFERMEIROS PORTUGUESES, é a sua Ordem Profissional.

* O segundo: é um sinal político de muita força, sem tibiezas associado a um silêncio estrondosamente barrulhento ou mobilização em massa, que os ENFERMEIROS PORTUGUESES estão sempre disponíveis a manifestar, para negociar as suas reivindicações com o Governo. Uma certeza porém, nada será como antes. Jamais!

* O terceiro: é um sinal de afirmação à Sociedade Portuguesa, de que os ENFERMEIROS PORTUGUESES são dos que mais e melhores qualificações possuem a nível mundial. Sustentam o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e por isso a nossa saúde e protecção, no que depender dos ENFERMEIROS, estará sempre assegurada e salvaguardada, com qualidade, conhecimento científico, responsabilidade e dedicação. Outras questões, de falta recursos materiais e humanos nos hospitais, centros de saúde e nas diferentes unidades dos cuidados primários com certeza que são responsabilidade de outros actores do xadrez político. Nunca dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Nesta “Marcha Branca” muitos sinais e mensagens foram dados. Para “consumo interno”, mas também a comunicação social estrangeira fez eco da grandeza desta manifestação pacífica dos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Assim os responsáveis as saibam decifrar, ler e interpretar. Com toda a propriedade podemos afirmar que, quando não são veiculadas as imagens e notícias desta grandiosa e marcante “Marcha Branca” que se passou nas ruas de Lisboa, neste dia 2019.03.08, promovido e protagonizado este “manto branco” pelos ENFERMEIROS PORTUGUESES, algo não está bem na democracia Portuguesa. Contrariamente ao que fez a Comunicação Social Estrangeira. Então perguntamos: Comunicação social portuguesa manietada? Manipulada? Comprada? Amordaçada? Que estranho e que tristeza!
Para além do muito que se poderia escrever sobre esta “Marcha Branca” e dos sinais que daí advém, há os dois lemas que nasceram e ficam.

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