Correio do Minho

Braga, quinta-feira

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Marchas de Stº António, Rigor nas Tradições, O Verdadeiro Fadista

A saia comprida

Ideias

2015-06-03 às 06h00

Félix Alonso Cabrerizo Félix Alonso Cabrerizo

“A ideia surgiu por um facto, ocasional. Dia 12 de junho de 1973, dia de Santo António, santo muito popular, senão o mais popular, em que o povo sente fervorosa devoção, devido à crença nele depositada. Realizavam-se, então, esses festejos ao Taumaturgo no Largo da Senhora da Luz. Os altifalantes atiravam música, es as chamas da fogueira, animadas, dançavam na noite”
(Marcha de Sto António-Sé 11,12 e 13 Junho 1976) A. Caldas
“Assim nasceu, mesmo naquela manhã noturna a ideia e intenção da realização de uma Marcha a Santo António da Sé, no ano seguinte 1974”.

Este é o testemunho do nascimento da Tradicionais Marchas de Santo António que os Bravos da Boa Luz, abrilhantam com tanta emoção ano atrás ano, até aos dias de hoje.
Cada ano foi uma nova experiência para dar mais glamour ao evento, sempre com muito trabalho, empenho e dedicação.
No ano de 2006 tomara um novo rumo, adaptante ao cortejo um grupo instrumental, para assim fazer um espetáculo mais real e vivo. Como expressa uma estrofe de marcha 2015, - “São dez anos a marchar / Todas elas embelezadas / Rapazes e raparigas / São solteiras e casadas”.

Estes 10 anos são muito importantes, 2014 e agora 2015, tive e tenho a honra de colaborar com os Bravos da Boa Luz, com o meu contributo de compor a música da marcha e dirigir o grupo instrumental, cantares e grupo de dança; de tudo sinto-me muito agradecido pela confiança depositada na minha pessoa, estou convencido que este ano será um grande sucesso. Todas as pessoas que colaboram comigo são maravilhosas e de qualidade.

A ideia básica de Braga nas Tradições desde o seu início, um feliz 12 de Março de 2014, foi semear as bases para um renascer e um desenvolvimento das tradições, dando todo o tipo de ensinamentos, conselhos, pistas e caminhos a seguir. É Obvio que sempre haverá um iluminado qualquer aproveitar-se de todas estas ideias e fazer delas sua autoria, atribuindo para si todo o protagonismo, como o clássico salvador da pátria. Claro que por muito que se esforce, nunca conseguirá descobrir o verdadeiro segredo e alma das tradições, simplesmente porque não tem essas qualidades.

Todas estas atitudes originam uma série de encontros e desencontros no momento de elaborar e desenhar um caminho Cultural de Tradição. Por este motivo há eventos que se não tem uma certa cobertura, sua realização é de facto muito complicada. As vezes as pessoas ficam um tanto surpreendidas, por o rumo e dimensão de certos eventos que são estabelecidos por critérios de conveniências especiais.

Ultimamente se comenta muito, que as tradições culturais, deveriam ser patrocinadas e apoiadas e nunca organizadas pelas entidades, por estas criar um clima de dependência e as associações correrem o risco de perder sua autonomia.

Há poucos dias, uma pessoa que gosta muito de Fado, comentava o seguinte “alguns cantantes de moda pegam numa canção-fado e já se tornam fadistas, coisa muito ridícula”, tal observação me faz refletir. Uma pessoa que cante canção fado, nunca pode ser chamado fadista, está contra os princípios do Fado Tradicional e agora mais que nunca, que o Fado é Património Cultural e Material da humanidade, sejamos sérios e não vulgarizemos o fado e a profissão.

Fadista é quem canta, toca, escreve, pensa e vive o Fado Tradicional. Até pode ter uma grande voz e cantar bem e ser um bom cantante mas nunca será fadista, simplesmente é cantor de canções, marchas e baladas. Dignifiquemos o fado, não o vulgarizemos, se verdadeiramente querem ser fadistas, trabalhem e estudem o Fado Tradicional, se não querem ser, então deve ser cantores e nunca fadistas, assim fará um bom serviço ao fado.

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