Correio do Minho

Braga, sábado

Mas Vítor Sousa não sabia?

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Ideias Políticas

2012-11-13 às 06h00

Francisco Mota

No início de todo o processo da reforma administrativa defendi que o envolvimento e abertura por parte dos agentes municipais era fundamental para que não ficássemos sujeitos à régua e esquadro de Lisboa. Este princípio de envolvimento de todos ainda foi reforçado pelo grupo municipal do CDS-PP de Braga aquando da apresentação da criação de uma comissão eventual de acompanhamento da reforma em causa, à qual a maioria socialista votou contra, fechando assim as portas ao debate e à reflexão.

O intuito eleitoralista do PS, noutros tempos, tornou-se numa factura demasiado cara para os Bracarenses e, hoje, voltamos a verificar claramente que esta forma de estar na política dos socialistas resume uma perda considerável para Braga com a sujeição à unidade técnica.

A Lei da reforma administrativa, salvaguardou de antemão o peso cultural e afectivo da “nossa freguesia”, daí que era estratégico que os agentes locais formalizassem uma proposta de agregação porque seriam eles que compreenderiam as razões geográficas, a ressalva das questões sociais e culturais, os equipamentos disponíveis e ainda as próprias relações inter-comunidades.

Vitor Sousa tinha consciência da opção política que fez quando rejeitou o debate de uma solução para o concelho, e agora é inadmissível que queira “atirar areia para os olhos dos bracarenses” com um discurso populista e irresponsável. Quando o vereador socialista assume publicamente a falta de equilíbrio no mapa autárquico proposto pela unidade técnica, não sabia Vítor Sousa que corria esse risco? A birra e o capricho socialista sabia que podia ditar um mapa autárquico desajustado à nossa realidade, onde em vez de termos um melhor serviço público, teremos o que fosse ditado por outros. Agora pelo menos que assumam as suas responsabilidades e peçam desculpa a Braga pela sua incompetência na gestão municipal.

Convém ainda voltar a relembrar a incoerência nas posições do partido socialista. Em primeiro lugar porque esta reforma está agendada no memorando da Troika, proposto e assinado pelo PS. Em segundo lugar encontrava-se no próprio programa eleitoral do PS nas últimas eleições. Por último em todo o processo foram argumentando com o facto de não concordarem com esta reforma administrativa em específico, contudo nunca apontaram um único ponto em alternativa.

Visivelmente fica patente que o PS não sabe assumir os seus compromissos, bem como optou por uma postura de negação fácil e populista. E ainda mais que isto, vai contra uma lei da república, assumindo uma postura pouco séria e de imposição fazendo lembrar os tempos da outra senhora, mas que em Braga é um hábito no exercício da gestão socialista.

Por último resta-me afirmar a necessidade de demonstrar que esta reorganização era uma oportunidade e não devia ter sido trabalhada como um problema, sendo fundamental que todos os agentes envolvidos nela tivessem a predisposição da mudança, bem como de fazer mais e melhor pelas suas populações.

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