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Maus caminhos e más companhias

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Maus caminhos e más companhias

Escreve quem sabe

2021-06-06 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

A vida é tão complexa quando os laços emocionais são frágeis. A solidão destrói, mas há pessoas rodeadas de colegas, amigos e até de familiares em que se sentem igualmente sozinhas. Há quem enverede por caminhos desviantes para esquecerem problemas pessoais, sociais ou até profissionais. Entenda-se por caminhos desviantes, os caminhos que não são esperados, e podem ser de ordem diversa, desde o consumo de excesso de álcool ou até o enveredar pela toxicodependência entre outros aspetos. Mas os maus caminhos não se circunscrevem apenas aos aspetos apontados anteriormente. Quem nunca ouviu a expressão popular, “ Anda por maus caminhos.”? Entenda-se por maus caminhos, as escolhas erradas. Tem se sempre o livre arbítrio de escolha, mas também como base nas escolhas se acarreta consequências. Algumas das escolhas más ( de salvaguardar que nem tudo é justificativa para tal) está por vezes, relacionada com o desespero e um “não dá mais” ou até, “ não tenho nada a perder”. A escolha de “maus caminhos” envolve um sem fim de interrogações e por detrás uma desproteção emocional, como se ninguém se importasse. No entanto, há pessoas que se encontram em “maus caminhos” pelos “maus amigos” (também designadas por más companhias) com as quais se relacionam. Em que se anulam e se “sujeitam” ao “estar com pessoas” que, por vezes, as anulam enquanto pessoas. Complexo?! Quando vai para algum lugar que não deseja estar e que não tem opinião de escolha ou de decisão, não será de certa forma estar em “maus caminhos”?! Todos os relacionamentos devem ter cedências de ambas as partes para serem equilibrados. Também, quando se “sujeita” a estar num núcleo, porque não tem mais ninguém” onde de tantas pessoas é alvo de comentários dos quais desgosta, por parte das pessoas com as quais a acompanha não é estar em “más companhias”? É certamente. Porque essas mesmas pessoas fragilizam-no/a emocionalmente. Já não está feliz, e fica ainda muito mais. Quando partilha as suas vulnerabilidades mais pessoais, como “ter –se zangado” ou, “perdido algo”, ou até, “ ter terminado relacionamento pessoal ou social com alguém” e utilizam essas mesmas fragilidades como “trunfo” contra si mais adiante, não será estar em “maus caminhos”, ou com “más companhias”? Com certeza que sim. Quando fazem de si a ultima opção de companhia, não será estar como “más companhias”? Sem dúvida. “Más companhias” é muito mais do que levar para os maus hábitos da vida. É estar exposto/a a formas de relacionamento negativo. O que fazer mediante estas circunstâncias? Embora seja complexo e cada caso é um caso, existem algumas situações a ter em conta. O ponto número um, passa por você se valorizar, não ser tão acessível. Por forma a explicar, quando se mostra muita carência afetiva, é mostrar a outras pessoas (de forma inconsciente) que se aceita “migalhas de atenção”. Não queira ser uma marioneta nas mãos de pessoas que não tem empatia por si. Guarde o melhor e o pior sempre para si. Nunca se exponha sem conhecer verdadeiramente a outra pessoa. O ponto número dois, é perceber que estar rodeado de “más companhias”, só vai prejudicar a sua saúde mental. Neste sentido, conhecer outras pessoas é importante. E aqui deve ser acessível e recetivo a conhecer novas pessoas. Muitos dos entraves que se circunscrevem ao “conhecer novas pessoas” parte de por vezes, se colocar defeitos seja na forma de estar, no falar, na forma extravasada como se ri. Conheça primeiro e depois tire as suas ilações. Dê uma oportunidade. Mais vale uma pessoa que se mostra tal e qual como é, do que a que finge e depois… . Ponto numero três, já ouvir a expressão popular “mudar de ares” ? Se continuar aos mesmos sítios e lugares as pessoas são as mesmas, as tais da “velha guarda” cujo íntimo é péssimo. Faça um esforço mental e saia da sua zona de conforto emocional que na verdade é toxica. Por vezes, está-se tão agarrado aqueles ambientes tidos como únicos que não se vive. Ambientes tóxicos são ambientes patológicos que por mais que acredite que vão mudar, não mudam, muito pelo contrário tendem a piorar. Ponto número quatro, perceber que ninguém merece estar preso a pessoas que em nada contribuem para a felicidade. Se tem dificuldades da socialização, procure apoio terapêutico. Você é especial e merece o seu bem-estar. Você é o seu melhor amigo e o mais importante estando com ou sem pessoas.

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