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Memórias e lugares

União de direito...em tempos de “tempos de veto”

Memórias e lugares

Escreve quem sabe

2020-01-26 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Os anos passam a um ritmo alucinante. E nesse ritmo frenético, guardamos memórias. Memórias são lembranças. Lembranças, em forma de pensamentos que se fazem presentes no presente. Pensamentos bons e maus que o nosso cérebro faz questão de lembrar, sobretudo nos momentos em que mais se está triste. Há no entanto, situações a diferenciar. Isto é, há quem esteja triste e automaticamente recorde boas memórias, por forma a "eliminar" esses maus pensamentos. O que se pode entender por memórias felizes? Pensamentos que evocam lugares ou conquistas especiais, como por exemplo, uma infância maravilhosa, o nascimento de um filho, o momento da compra da casa dos seus sonhos, estar com amigos e rir até não poder mais de situações caricatas, entre outros aspetos. Mas há quem esteja triste, e de imediato projeta a sua atenção para memorias más evocando traumas e bloqueios, tais como, o abandono emocional naquela fase de vida em que tudo se desmorona e é fulcral "uma mão que segure e um coração que compreenda". Pode entender - se por abandono emocional, o terminar de uma relação, o despedimento de um emprego, entre outras considerações. Neste sentido, em analogia com as árvores, as memórias são as nossas raízes pessoais que ocultamos de outras pessoas, e o tronco o passado. As folhas e a cor das mesmas, são a personificação e o impacto que os pensamentos têm na vida da pessoa.

Quando tristes, as pessoas tem uma espécie de sentimento de auto-punição emocional, "tive culpa, agora tenho de me punir". Temos sempre o livre arbítrio de escolher caminhos atráves das nossas decisões, mas não podemos nunca controlar outras “variáveis” como pessoas e outros obstáculos que se apresentam pelo caminho. Logo desprenda - se desse sentimento. Por vezes, passámos por situações degradáveis em que tudo se coloca em questão, “Porquê eu?!” “Que mal fiz?!” ou até mesmo, “Tanto sofrimento desnecessário, para quê?!” Já pensou que a vida provavelmente lhe está passar uma mensagem que o caminho não é esse!?As memórias estão muitas vezes associadas a emoções, a cheiros, a épocas. Nós lembramo-nos, sempre do que foi realmente importante para nós. Nunca lhe aconteceu ir a um local e o cheiro fazer-lhe lembrar o cheiro característico de livros , da sua escola primária? As memórias estão associadas também a emoções e por essa razão, nunca se deve procurar a felicidade onde não se foi nunca feliz. Por exemplo, não procure ficar a viver na casa onde derramou tantas lágrimas, porque o seu pensamento estará permanentemente a avivar essas memórias.

O mesmo que dizer, que não fique perto de pessoas que foram incorretas consigo, seja na infância, adolescência ou até já na fase adulta. Vê - las ou conviver com as mesmas todos os dias, faz com que não se liberte emocionalmente. Infelizmente, há memórias que são impossíveis de se apagar mas consegue-se amenizar esse mesmo sofrimento com a mudança de hábitos, rotinas ou até uma mudança mais radical como a mudança de cidade. Felicidade depende da coragem de cada um de enfrentar os próprios medos. Não obstante, também existem pessoas que procuram a cura emocional quando estão “mais em baixo” voltando aos locais onde foram muito felizes e não é à toa que se diz “Eu já fui muito feliz aqui”. Reviver é viver. Mas também há neste aspeto um senão. Pessoas que ficam presas a memórias felizes e as recordações e que desejam muito que o tempo volte atrás estagnam no presente . O tempo não se volta, e a vida avança. Faça mais por si! Procure encontrar e viver lugares em que se sinta relamente bem. Não adianta nada para a sua saúde física e mental estar num local ou lugar onde está triste, apático e desmotivado na vida. A vida dá-nos sempre oportunidades de recomeçar. Valorize os bons momnetos que a vida lhe oferece diariamente. Construa memórias com o seu presente de agora.

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