Correio do Minho

Braga, terça-feira

Muito mais que um novo imposto

Ser de Confiança

Ideias Políticas

2016-09-27 às 06h00

Francisco Mota

A ultima semana foi reveladora de mais uma novela da governação trotskista e leninista em Portugal, sendo que os protagonistas são bem conhecidos e onde a personagem principal é assumida aleatoriamente de acordo com o guião que é delineado. Interessante, mas ao mesmo tempo constrangedor, foi ver dois episódios na mesma semana em que os argumentos são profundamente anacrónicos e nos reaviva a memória dos tempos do PREC, com o alto patrocínio do Bloco de Esquerda, reforço do PCP e o aplauso de pé do, outrora moderado, Partido Socialista, que pretendem um novo imposto sobre as famílias e ainda uma reflexão profunda sobre alternativas ao Capitalismo.

Estando os dois episódios relacionados, a geringonça viveu uma semana que colocou os Portugueses em sobressalto, desconfiados sobre o seu futuro, aterrorizados com a incerteza e expostos às lutas de classes. O incómodo gerado dentro do partido socialista apenas foi reflexo daquilo que se sentiu por todo o território. Pôs socialistas contra socialistas. Reacendendo a dúvida sobre até onde António Costa está disponível a ir para agradar aos parceiros de governação. Se isto ainda não bastasse assistimos o PCP em jeito de ataque ao BE, defender a paternidade do imposto, mas dizendo que isto ainda estaria em discussão no seio da coligação das esquerdas, ficando no ar a pairar que o próximo anúncio como retaliação poderá caber ao PCP. Mas este País ficou definitivamente sem ministro das finanças? Parece que sim.

Vivemos tempos em Portugal, onde a história não tem lugar e o presente não tem memória. Controlar contas bancárias, tributações excessivas sobre o património, nivelamento social por baixo, não são a solução para uma qualquer sociedade que se diga democrática e livre. Este modelo, é sobejamente conhecido nos sistemas totalitários, como o caso dos regimes coreano, cubano ou nos países do leste da europa, em que resultou na miséria e destruição social, revelando ser um falhanço.

Esta receita não atrai confiança e com isso afasta o investimento privado, desregula o normal funcionamento da economia de mercado, e por conseguinte a criação de emprego.
Esperemos pelos próximos episódios e talvez por novos protagonistas. Tendo em conta o mais recente relatório do FMI, colocando ainda mais pressão sobre as negociatas da geringonça para o orçamento de estado de 2017, quando alertou para que o país está à beira de um efeito espiral negativo.

A minha certeza apenas será uma por esta altura: no final não será um qualquer partido ou coligação a perder, será Portugal e os Portugueses que não vão conseguir viver destes experimentalismos ideológicos.

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