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Braga, segunda-feira

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NÃO, não está tudo bem! NÃO, não vai ficar tudo bem!

O ocioso histérico

NÃO, não está tudo bem! NÃO, não vai ficar tudo bem!

Voz às Escolas

2021-02-24 às 06h00

Flora Monteiro Flora Monteiro

fevereiro de 2021 e a urgência de lidar com a esperança, perante o que está por cumprir e tanto que há para reconstruir!

Há muito tempo que sabemos que não vai ficar tudo bem! De quem é a culpa? Do vírus, obviamente, que tanta coisa destrói!
Mas poderia estar tudo um pouco melhor! Nem tudo se deve à covid! Alguns elementos da sociedade, destroem muito mais! O que pode destruir uma geração?
O que destrói gerações é a morte! O que destrói gerações é não ter comida na mesa! O que destrói gerações é estar completamente isolado. O que destrói gerações é a incapacidade de educar para os valores!
Há prioridades neste momento. A saúde é uma delas! Combater a pobreza é outra! Ajudar os de casa, ajudar os da rua, ajudar os que se relacionam connosco, ajudar as instituições... AJUDAR é uma das mais importantes e está ao nosso alcance! Poderia ser o momento de baixar um pouco as armas sempre apontadas, a tudo e a todos e... Saber ser Pessoa. Saber SER!

É o momento de educar os filhos, apontando as prioridades, mostrando do que são feitas as boas pessoas e do que é feita a vida verdadeira. Apontar o que se faz de bom e não só o que está menos bem! É uma oportunidade para deixar falar os valores mais altos. Queremos todos contribuir para o bem comum? Claro que não! Alguns querem continuar a olhar para o seu pequeno mundo! Ou então para o mundo mediático! Só esses parecem interessar. Mas não são esses que estão na linha da frente! Na linha da frente e sempre em frente estão todos aqueles que ajudam a reconstruir!

Reitero que gosto realmente do que faço, de dar o meu contributo para o sucesso dos jovens de Amares e para a melhoria constante das nossas escolas e do nosso contexto social. Porém, voltamos ao confinamento, à escola feita de distância. E a Escola, tal como é seu apanágio, continua a reinventar-se! Os corredores estão quase vazios, mas o silêncio é menos incómodo, o computador, o telemóvel, o tablet são agora meios de comunicação constantes e mais integradas nas nossas rotinas. Os tempos síncronos aumentaram e o trabalho assíncrono está mais consistente e mais equilibrado. Tudo está a correr melhor.
A escola é também o espaço de acolhimento para os meninos especiais, para os mais frágeis, para os filhos dos trabalhadores essenciais, para a distribuição de cabazes semanais, para a ajuda e apoio que tenta amenizar a injustiça social… e todos os dias cumprimos missões.

Há ainda alguma confusão provocada por tanta tecnologia, o pânico dos pais com a necessidade de acompanhar os seus filhos, a crítica destrutiva de alguns elementos da sociedade contra os professores e as escolas, a vigilância constante, o egocentrismo exacerbado de outros, que não percebem as dificuldades vividas pelos colegas/amigos dos filhos, a demagogia de alguns, que nunca perguntaram como poderiam ajudar, mas fazem notícias e carta e emails!

Continuamos a dizer que temos muito orgulho nas comunidades educativas que mais uma vez ultrapassaram os limites da vertente académica para desenvolver ação social e praticar a verdadeira inclusão. Tudo o que não está nas grelhas e na checklist dos peritos da monitorização, é feito nas Escolas. No AEAmares não precisamos de ser monitorizados, nem de usar estas atitudes associadas aos marketings contemporâneos. Somos comunidade educativa! E foram dezenas os docentes que ao longo de semanas se voluntariaram para estas novas tarefas e muitos mais os que, do lado de lá apoiam e ensinam diariamente as nossas criança e jovens.
Os professores reinventaram as suas competências e deram o máximo de si, os assistentes técnicos e operacionais reinventaram o seu modo de trabalhar e empenharam-se em cumprir o melhor possível as suas missões. Tentamos diminuir as desigualdades sociais que estão criadas apesar do esforço feito, com ajudas tecnológicas que nunca são suficientes, para se cumprir o que está por cumprir. Será necessário que se dê uma atenção muito especial à Educação, o parente pobre do investimento público, para que os nossos alunos possam ter os apoios necessários no colmatar dessas desigualdades e possam contar com a Escola como espaço de apoio ao seu crescer pleno.

O nosso profissionalismo é posto à prova diariamente e é importante a sensação de que vamos conseguindo vencer essas batalhas, umas vezes com alguma deceção e um sentimento de derrota, outras vezes com muita satisfação e sensação de realização.
Solidariedade, partilha, compreensão, altruísmo, empatia... PRECISAM-SE! Ainda quero acreditar!
Grata, a tant@s que sabem SER e que nos fazem fazem acreditar...

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