Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Não somos todos iguais

Pecado Original

Ideias Políticas

2015-06-30 às 06h00

Hugo Soares

Vem o presente título a propósito da forma despudorada como o meu parceiro de coluna neste diário se dirigiu a Ricardo Rio e à gestão municipal na sua última crónica de há quinze dias. Confesso que preferiria escrever sobre a mais que provável saída da zona euro da Grécia e as potenciais implicações para o projeto europeu.

Preferia, não haja dúvidas, lembrar as declarações de regozijo de Antonio Costa aquando da vitória do Syriza; esse mesmo Syriza que pode levar o primeiro país da UE à bancarrota. E como preferiria refletir sobre a construção do modelo europeu e as implicações do reforço necessário das instituições europeias. Mas a verdade é que aprendi cedo que quem não se sente não é filho de boa gente. E não posso admitir nem a linguagem nem as vis insinuações que Pedro Sousa aqui deixou há quinze dias.

Pedro Sousa, e outros, apoiou e patrocinou um poder político que utilizava o mandato conferido pelo voto popular para procurar vantagens para os seus. É assim mesmo. Tal e qual digo e escrevo e sem medo das palavras. Mas não insinuo; concretizo! Quando votaram e apoiaram a expropriação dos terrenos contíguos à casa das Convertidas em favor de familiares de Mesquita Machado sabiam o que faziam!

Foi assim quando o próprio e o filho do então presidente da Câmara foram beneficiários de um contrato pela Câmara Municipal para tratarem da sinalética da cidade. Trataram de duas ou três ruas... E não reza a história que tenham devolvido o resto do dinheiro... É caso para dizer que o assunto ficou a 'a meio da rua...' (assim se chamava a empresa beneficiária). E foi assim quando hipotecaram um projeto de relevo para a cidade e para a região de Braga como é a Academia do Sp. de Braga porque queriam que fosse feita nos terrenos de familiares do então Presidente da Câmara. Foi assim. E assim se habituaram.

É, porventura, por força desse mau hábito que agora vêm fantasmas em todo o lado. Ja diz o dito popular: quem desconfia não é sério. Veja-se o ridículo que chegam ao acusar a CMB de adjudicar serviços a uma empresa de um presidente da junta que... já prestava os mesmo serviços (e bem!) no tempo do PS! Com uma diferença: naqueles tempos pressionavam-se os adjudicatários para concorrem pelo PS nas eleições seguintes. Não! Os políticos não todos iguais! E não, não posso admitir que se façam títulos como o de há quinze dias! Rigor e transparência é a marca de Ricardo Rio. E eu que sei bem como Ricardo Rio preza aqueles valores e aqueles princípios não deixarei de, de forma muito clara, demonstrar como lançam lama aqueles que nela viram e apoiaram outros a alimentar-se.
Seria caso para dizer: Por quem Deus nos manda o recado... Se houvesse recado para dar...

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