Correio do Minho

Braga, sábado

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Natal cada vez mais reciclado

Assim-assim, ou assim, sim?

Natal cada vez mais reciclado

Ideias

2020-01-08 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Passada a época festiva, a Braval continua a recolher os resíduos recicláveis colocados nos ecopontos, que verifico com agrado, serem cada vez mais!
Entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro recolhemos 564 toneladas de resíduos recicláveis, mais 105 toneladas que em igual período de 2018, um aumento de 23%!
Se analisarmos o período de 17 de dezembro a 6 de janeiro, recolhemos 1065 toneladas, significa 6,1 % da recolha anual.

Se há um maior consumo, mais compras, nesta época do ano, é natural que haja mais resíduos e, por isso, apesar do reforço da recolha, não conseguimos corresponder de imediato a este aumento de resíduos, pois as viaturas e os equipamentos de recolha são os mesmos, apesar de estar a ser feito um esforço adicional, ainda não foi possível regularizar a recolha em todos os locais. É impossível, logisticamente, chegar a todo lado simultaneamente pois, a Braval tem 1200 ecopontos, distribuídos pelos 6 municípios: Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.
Apesar de tudo, este ano, notamos uma maior consciência da necessidade de não colocação dos resíduos fora do ecoponto, havendo, claro está, exceções.

Tivemos também uma grande adesão à campanha “Os embrulhos também são prendas”, através da qual oferecemos mais de 100 kit’s ecoponto a quem levou os seus resíduos recicláveis ao Ecoparque Braval.
Apesar da melhoria que notamos, continua a assistir-se a situações de ecopontos que, não estando cheios, têm resíduos colocados fora dos contentores. Esta situação subsiste mais na zona de restauração do centro histórico de Braga.
Ainda que louvando a preocupação ambiental dos cidadãos, tenho de apelar ao civismo, pois esta situação acarreta alguns problemas de higiene pública. Os resíduos abandonados na via pública, ainda que estejam junto aos ecopontos, provocam poluição visual, em caso de vento poderão ser espalhados pelas ruas, para além de, em caso de chuva, destruir o papel e cartão, impossibilitando a sua reciclagem.

Por outro lado, quando há resíduos recicláveis fora do ecoponto, como os mesmos são recolhidos com recurso a grua e sendo as viaturas altas, os colaboradores terão que, após a recolha, colocar os resíduos que estão fora, dentro do ecoponto, para que possam ser colocados dentro do camião, fazendo com que a recolha de um ecoponto demore muito mais tempo e atrasando a recolha dos restantes ecopontos.
Temos também muitos casos de estacionamentos em frente aos ecopontos que impedem a sua recolha, pois a grua não consegue alcançá-los, o que, nesta altura de maior produção de resíduos, agrava ainda mais a situação.
Ao levar os resíduos ao ecoponto, caso este já se encontre cheio, pode-se sempre que haja sensibilidade para que se procure outro ecoponto próximo que não esteja cheio ou que se aguarde mais um pouco até que a recolha seja efetuada. Há ecopontos que enchem com mais frequência: locais mais visíveis, de passagem ou de facilidade de estacionamento, outros ecopontos, na mesma zona, poderão estar vazios ou com mais capacidade, por serem mais “escondidos”.

Noutros casos acontece que o ecoponto não está cheio, alguma caixa de cartão não espalmada fica encravada na entrada do marco, sem que haja preocupação de a empurrar devidamente e, quem vem a seguir, pensa que está cheio e coloca fora. Ou então não se espalma e coloca-se logo fora, levando a que se pense que o ecoponto está cheio.
Depois há outras situações infelizmente “habituais” que vão prejudicando mais ainda a recolha dos ecopontos: a colocação de resíduos indiferenciados junto ao ecoponto, provocando escorrências, sujidade nas tampas dos ecopontos e maus-cheiros. Já para não falar da colocação de resíduos indiferenciados dentro dos ecopontos: restos de comida, animais e outro tipo de sujidades, que causam sujidade do ecoponto, e inviabilizam a reciclagem do material que outras pessoas tiveram o cuidado de separar, infelizmente estas situações são provocadas por da restauração.

Por último, gostaria de partilhar esta lamentável ocorrência: apesar de notarmos um aumento de resíduos recicláveis depositados nos ecopontos, no que concerne aos resíduos indiferenciados dos cerca de 300.000 kg diários, quase metade poderiam ser reciclados se tivessem sido colocados nos ecopontos. Estamos a falar de cerca de 120.000 kg diariamente.
Temos de dar o salto, temos de reciclar mais, mas sempre cumprindo as regras de deposição. Para atingirmos estes objetivos temos de continuar a massificar a educação e sensibilização ambiental, como aliás é a nossa grande missão.
Costumo dizer: nenhum modelo de recolha é perfeito, mas nenhum subsiste à falta de cuidado e colaboração. Ajude-nos, ajudando-se!

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