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Não reciclar: não cometa este “Crime”

Criado... não aceita mau destino

Não reciclar: não cometa este “Crime”

Ideias

2019-12-11 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Nas últimas semanas, a propósito da Cimeira do Clima e do ativismo de Greta Thunberg, muito se tem falado da proteção do ambiente e do que será necessário implementar para minimizar os efeitos das alterações climáticas que, cada vez mais, se fazem sentir.
Muitos consideram “exageros” o que a própria Greta defende, no entanto, é inegável que algo tem de ser feito. E uma das coisas que depende de cada um de nós e que, em consciência, deveria ser obrigatório, é separar os resíduos para reciclagem. É o mínimo que cada um pode fazer, sob pena, de estarmos a hipotecar o nosso futuro e, acima de tudo, o futuro dos nossos filhos e netos.

A industrialização e o grande e rápido consumismo da sociedade atual, vierem aumentar exponencialmente a quantidade de resíduos gerados e, como tal, estes terão de ter o melhor destino possível, no sentido de minimizar o seu impacto sobre o planeta. Ora, se nós em Portugal temos possibilidade acessível para podermos encaminhar os nossos resíduos para reciclar (ecopontos), posso afirmar que é quase “criminoso” não o fazer.
É, de facto, lamentável que ainda subsistam pessoas que não separem as embalagens recicláveis do lixo indiferenciado. Por dia, a Braval recebe cerca de 300.000 kg de resíduos, destes, cerca de 120.000 kg são resíduos recicláveis que, por estarem contaminados (devido à mistura com os resíduos orgânicos), deixam de poder ser reciclados e vão para o aterro sanitário. É lastimável!

Uma das épocas em que os efeitos do “grande consumismo” se fazem sentir é a quadra festiva que se aproxima, o NATAL. Ano após ano, sensibilizamos a população para ajudar a minimizar os problemas causados pelo grande aumenta da quantidade de resíduos gerada em tão pouco tempo. São em toneladas e toneladas de resíduos, produzidos em poucos dias. Ora, se há mais resíduos, a recolha não consegue corresponder de imediato a este aumento, pois as viaturas e os equipamentos de recolha são os mesmos, apesar de ser feito um esforço adicional, é logisticamente impossível regularizar a situação de imediato pois, a Braval tem 1200 ecopontos, distribuídos pelos 6 municípios: Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.

A Braval apela sempre para que a população não coloque os resíduos fora dos ecopontos, mas há sempre casos em que tal não acontece. Quando há resíduos recicláveis fora do ecoponto, como os mesmos são recolhidos com recurso a grua e sendo as viaturas altas, os colaboradores terão que, após a recolha, colocar os resíduos que estão fora, dentro do ecoponto, para que possam ser colocados dentro do camião, fazendo com que a recolha de um ecoponto demore o triplo do tempo e atrasando a recolha dos restantes ecopontos.
Ao levar os resíduos ao ecoponto, caso este já se encontre cheio, pedimos sempre que haja sensibilidade para que se procure outro ecoponto próximo, ou que se aguarde mais um pouco até que a recolha seja efetuada. Há ecopontos que enchem com mais frequência: locais mais visíveis, de passagem ou de facilidade de estacionamento, outros ecopontos, na mesma zona, poderão estar vazios ou com mais capacidade, por serem mais “escondidos”.

Noutros casos acontece que o ecoponto não está cheio, alguma caixa de cartão não espalmada fica encravada na entrada do marco, sem que haja preocupação de a empurrar devidamente e, quem vem a seguir, pensa que está cheio e coloca fora. Ou então, não se espalma e coloca-se logo fora, levando a que se pense que o ecoponto está cheio. Mais ainda, se chover o cartão que está fora ficará desfeito e não poderá ser reciclado.
Outra questão tem a ver com a colocação de resíduos de grandes dimensões, na rua ou junto aos ecopontos, sem solicitar a recolha de monstros, pois os camiões da recolha indiferenciada não conseguem recolher esse tipo de resíduos. Também não devem ser colocados junto aos ecopontos, pois para além de não serem recicláveis, muitas vezes obrigam as equipas de recolha a perderem mais tempo, pois terão de retirá-los de cima do ecoponto para colocar ao lado e assim poderem recolhê-lo. Acresce ainda, a existência frequente de carros estacionados em frente aos ecopontos, impossibilitando a sua recolha.

Efetivamente esta é uma época mais complicada em termos de recolha de resíduos, com algum esforço e compreensão da população, cumprindo as regras cívicas mais básicas, poderemos, todos juntos, minimizar os seus efeitos.
Costumo dizer: nenhum modelo de recolha é perfeito, mas nenhum subsiste à falta de cuidado e colaboração. Mas o mais importante é, sem dúvida, separar os resíduos recicláveis, colocando-os sempre no ecoponto!
Ajude-nos, ajudando-se!

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