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Nunca deixe de aprender ao longo da vida – Dia Internacional da Literacia

A Árvore da Vida

Nunca deixe de aprender ao longo da vida – Dia Internacional da Literacia

Voz às Bibliotecas

2022-09-01 às 06h00

Aida Alves Aida Alves

Investir na aprendizagem ao longo da vida pode ser determinante para o sucesso da sua formação pessoal e da sua carreira.
No mundo atual, onde a informação muda e se atualiza a uma velocidade vertiginosa, procurar aprender e estar continuamente informado permite que se mantenha alinhado com as mudanças da sociedade que acontecem à sua volta.
A cultura da “formação contínua” faz sentido tanto para o âmbito pessoal quanto para o profissional e não se restringe apenas ao percurso da escolarização. Com tantos e variados recursos fáceis e rápidos à disposição, como a internet, vídeos, cursos online e podcasts, por exemplo, é possível nos dias atuais dedicar-se a aprender e aprofundar temas a qualquer hora e em qualquer lugar.
A aprendizagem ao longo da vida também pode ser chamada de educação contínua ou lifelong learning e trata da aquisição contínua de conhecimento e aperfeiçoamento no decorrer de toda a vida.
A vontade de aprender carece sempre do desejo intrínseco de cada um de nós, num movimento “de dentro para fora”, e não de maneira forçada. Como na leitura, onde os livros devem partir da escolha do leitor e não devem ser continuadamente impostos, pelo menos na leitura de lazer. O processo deve ser uma escolha pessoal, pois só assim realmente provocará uma mudança.
“Aprender a Conhecer” (desenvolvimento da compreensão do mundo à nossa volta, do desejo de conhecer, de descobrir e de ativar a própria capacidade de aprender continuamente; reaprender, questionar, analisar e sintetizar), “Aprender a Fazer” (desenvolver de modo criativo competências para lidar com a complexidade do mundo atual), “Aprender a Viver Juntos” (desenvolver a compreensão do outro, da empatia e a perceção das interdependências, aceitar a diversidade, colaborar e compartilhar) e “Aprender a Ser” (maturação contínua da personalidade, agindo cada vez com maior autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal) foram alguns dos pilares constantes da proposta apresentada à UNESCO pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI presidida por Jacques Delors. Os autores acreditam que este quinto pilar “Aprender a transformar-se e a transformar a sociedade” é o grande propósito da evolução humana, o que se pode dar através do acolhimento e da prática dos comportamentos vinculados aos quatro pilares.
Este texto enquadra-se no âmbito do Dia Internacional da Literacia que será comemorado no próximo dia 8 de setembro. Foi criado pela UNESCO em novembro de 1965 e celebrado pela primeira vez em 1966.
Após quase 56 anos da sua proclamação, ainda se justifica refletirmos sobre estas questões. Reafirmarmos o papel da literacia na nossa vida enquanto ferramenta de realização pessoal e de cidadania é sempre um dever nosso. Ler, escrever, comunicar, saber usar a informação de forma pertinente, usar equipamentos, interpretar o mundo à nossa volta, participar informada e ativamente, são algumas das dimensões da literacia.
Às bibliotecas públicas foi atribuído o papel de ajudar o indivíduo a aprender ao longo da vida. Uma das missões identificadas no Manifesto das Bibliotecas Públicas da IFLA-UNESCO (2022), é a necessidade das bibliotecas iniciarem, apoia- rem, convidarem os cidadãos a participar em atividades e programas de alfabetização para desenvolver competências, não só de leitura e de escrita, mas também de pesquisa, validação de informação de diferentes recursos, a facilitar o desenvolvimento de utilização de equipamentos tecnológicos, formar na literacia digital, envolvendo as pessoas de todas as idades, no espírito de contribuir para uma sociedade mais informada e democrática.
Algumas bibliotecas apostam na criação de Comunidades de Aprendizagem, ou Círculos de Aprendizagem. Estas ajudam na constituição de grupos etários distintos que têm por objetivo aprender algo de interesse comum, de forma coletiva, potencializando as aprendizagens através das interações e de novas oportunidades geradas pelo convívio num ambiente educativo não formal e informal. Os maiores benefícios trazidos por um ambiente da Comunidade de Aprendizagem são a expansão de um conjunto de pensamentos, comportamentos e atitudes (mindset) que vai além dos conhecimentos que aprendemos nos estabelecimentos de ensino de forma mais passiva.
Cada cidadão deve tornar-se ator do seu percurso de aprendizagem através de trocas de conhecimentos e experiências e de procurar, deliberadamente, oportunidades de aplicação das aprendizagens na sua vida, de forma individual ou coletiva, no ambiente educacional, ou na comunidade à sua volta, conforme as suas necessidades do dia a dia, de interesse funcional e utilitário.

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