Correio do Minho

Braga, terça-feira

Nuno de Santa Maria

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Escreve quem sabe

2012-11-09 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Herói e Santo Nuno imortal, Valei às terras de Portugal.
(hino de Nuno Álvares Pereira)


O Hino do Corpo Nacional de Escutas dedicado a Nuno Álvares Pereira, no seu refrão a evoca esta dupla faceta de um dos grandes vultos da História de Portugal.
Já antes da sua canonização os escuteiros, tal como o povo cristão, reconheciam neste homem as virtudes da santidade que, só em 26 de Abril de 2009, o papa Bento XVI haveria de reconhecer e proclamar Santo, sendo o seu dia litúrgico celebrado a 6 de novembro.

Nuno de Santa Maria foi, desde sempre, o patrono do movimento escutista católico português, por congregar estas duas caraterísticas tão queridas ao escutismo: a cidadania e a fé.
Desde cedo que o jovem Nuno aprendeu a lidar com a sua missão, ser cavaleiro, à maneira de Galaz, o cavaleiro que chegou ao Santo Graal, nas lendas da cavalaria, por ser um homem justo e temente a Deus.

Nuno Álvares, no dizer de Bento XVI, a quando da sua proclamação como Santo da Igreja, conseguiu conciliar, na difícil tarefa de ser comandante militar, esta sua ação com a vivência da fé cristã e soube no momento certo fazer a opção pela pobreza e pelos pobres.
O Condestável é o único personagem que escapa à crítica sagaz de Fernão Lopes, sinal da admiração do cronista pela retidão da sua conduta e pelo seu empenhamento na causa de Portugal.

Nesta perspetiva, o jovem cavaleiro, não deixa de ser mesmo um percursor num dos conceitos fundamentais da vivência democrática de hoje, o conceito de Pátria, “não posso trair esta terra que me viu nascer”, dizia ele a sua mãe quando esta, a pedido do rei de Castela, o tentava chamar para o outro lado da contenda. Esta verticalidade na defesa da sua terra, não cedendo a outros interesses ainda que fossem muito atraentes, valeu-lhe a admiração de todos os portugueses ao longo dos tempos.

Mas este Nuno “madruga”, como era conhecido entre os castelhanos, por se levantar muito cedo, ocupavas as primeiras horas do seu dia com a oração, pedindo sempre a intercessão da Virgem para que o seu dia fosse sempre marcado pela vivência dos valores cristãos.

Quando chegou a altura em que o perigo da intervenção estrangeira no reino estava ultrapassada, Nuno converteu-se num frade dedicado à caridade e ingressou, no dia 15 de Agosto de 1423, no convento que ele próprio mandara construir, este libertar-se dos valores terrenos para se dedicar aos valores do Reino de Deus, na pessoa dos pobres e dos faminto é um exemplo impressionante que levou D. Manuel Clemente (bispo do Porto) a afirmar que “Nuno Álvares é a cidadania em pessoa”.

Tudo isto transforma o Condestável num homem dos nossos dias, e como gostaríamos que ele pudesse responder ao apelo dos Escuteiros “Valei à Terra de Portugal”

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