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O Acampamento do Centenário do CNE

O cão, o osso e o leque

O Acampamento do Centenário do CNE

Escreve quem sabe

2021-05-07 às 06h00

Carlos Alberto Pereira Carlos Alberto Pereira

O Escutismo Católico Português prepara-se para comemorar o seu centenário no dia 27 de maio de 2023, inicialmente, estava previsto que as festividades atingissem o seu ponto mais alto, no verão de 2023, com a realização do XXIV Acampamento Nacional. Com o surgimento da pandemia, nos inícios de 2020, o Vaticano publicou um comunicado, no dia 20 de abril de 2020, onde anunciava que a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, prevista para junho de 2022, seria adiada para o mês de agosto de 2023, «devido à atual situação de saúde e suas consequências no movimento e agregação de jovens e famílias, o Santo Padre, juntamente com o Dicastério para Leigos, Família e Vida, decidiu adiar (...) a próxima Jornada Mundial da Juventude».
Este facto levou a Junta Central do CNE a reequacionar o calendário e a estratégia para as comemorações do centenário do movimento, de forma harmonizar a possibilidade dos jovens escuteiros poderem participar nos dois eventos, sem quaisquer restrições.
Assim, inverteu a lógia da primeira estratégia, antecipando a data de realização do Acampamento Nacional (AcaNac) para o verão de 2022, com ele abrindo as comemorações do centenário que passaram a ter como epílogo a Jornada Mundial da Juventude. O Escutismo Católico Português, tendo bem presente que a JMJ é o maior evento mundial realizado pela Igreja, não quis privar os jovens escuteiros da oportunidade de participarem neste evento único nas suas vidas de jovens ou de jovens adultos, mas também não se esqueceu da necessidade de voluntários que este evento acarreta para dar vida à organização do evento e quis responder com o seu lema «Sempre Alerta para Servir». A equipa nacional do CNE está a preparar um jogo que una estes dois pontos fortes das comemorações do nosso primeiro centenário.
Recordemos que o Acampamento Nacional reúne, milhares de crianças, jovens e adultos durante uma semana, em quatro campos, um para cada uma das 4 Secções: o da Alcateia - Lobitos dos 6 aos 10 anos, o da Expedição - Exploradores dos 10 aos 14 anos, o da Comunidade – Pioneiros dos 14 aos 18 anos e o do Clã – Caminheiros dos 18 aos 22 anos. Juntos num mesmo espaço onde desenvolvem atividades por Secção e algumas outras destinadas às quatro Secções em simultâneo. Há um tema comum a todo o acampamento que cada uma das Secções desenvolve em função da faixa etária dos seus elementos.
Telegraficamente, lancemos um olhar sobre os três últimos, que se realizaram no mesmo espaço, o Centro de Atividades Escutistas de Idanha-a-Nova, onde também se realizará o próximo.
• 2007 – o XXI AcaNac, sob o tema: “Um Mundo, Uma Promessa”, teve 9.700 participantes (crianças, jovens e adultos) e integrado nas comemorações do centenário do Escutismo Mundial;
• 2012 – o XXII AcaNac, sob o tema: “Escuteirar, Educar para a Vida”, teve 17.100 participantes, sendo 14.410 crianças e jovens e 2.690 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 90º aniversário;
• 2017 – o XXIII AcaNac, sob o tema: “Abraça o Futuro”, teve 21.333 participantes, sendo 18.233 crianças e jovens e 3.100 adultos voluntários e abrindo as comemorações do 95º aniversário.
Em 2023, o XXIV AcaNac, sob o tema: “Construtores do Amanhã”, abrirá as comemorações do Centenário do Escutismo Católico e será, com certeza, um excelente instrumento de preparação da comunidade escutista para a sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa.
Organizar um AcaNac não é tarefa fácil, nem de um homem só! O seu “estado maior” é constituído por um grande número de equipas e por muitos adultos voluntários de idades e saberes variados e multifacetados, bem conhecedores dos trabalhos e das experiências já realizadas, certos de que os feitos passados são isso mesmo e, por isso, devem ser tidos em conta da construção do XXIV AcaNac, mas não podem aprisionar, nem a criatividade, nem a inovação, exercidas com responsabilidade.
É assim que fazem os verdadeiros construtores do amanhã.
A minha convicção pessoal é que o próximo Acampamento Nacional deixará, como os que o antecederam, uma marca indelével na vida de todos os escuteiros que nele venham a participar, ajudando-os a serem cidadãos, solidariamente ativos e agindo à luz da fé professada.

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