Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O adolescente e as férias de Natal

O Estado da União

Escreve quem sabe

2012-12-16 às 06h00

Joana Silva

Amanhã segunda-feira, iniciam as férias de Natal! Após um período de aulas intenso, com trabalhos escolares e testes, as crianças e adolescentes sentem que o almejado descanso chegou! A maioria, expressa visivelmente o seu contentamento pela interrupção lectiva, no entanto, há excepções. Durante o período natalício, por todo o país decorrem actividades nos mais diversificados ateliers e workshops de artes. No entanto, e no que respeita aos jovens adolescentes a situação pode ser um pouco diferente, isto é, parecem ter outro tipo de gostos, expectativas e actividades para a pausa de aulas. Se por um lado, alguns adolescentes tem a possibilidade de manter o contacto com os amigos da escola, porque afinal, é nesta “onde tudo acontece”, e marcam atividades como uma ida ao cinema, ou encontro na casa de algum amigo, onde os restantes se deslocam até lá, etc., outros não tem a “mesma sorte”, pelos mais diversificados motivos, desde a não proximidade geográfica dos amigos, não ter meios de deslocação entre outros aspectos. É nestes casos que a saudade ou nostalgia da escola pode fazer-se sentir.
Quando em casa, podem experienciar a sensação de tédio. E adolescentes entediados tendem a reclamar com os pais por “tudo e por nada”. Por vezes ,os pais não sabem o que fazer ou que atitude tomar a fim de melhorar o humor do seu filho. Alguns pais até , inconscientemente reforçam ainda a situação menos positiva ao verbalizar frases tais como “ Não fazes nada, só estás aí no computador (redes sociais) e ainda achas que tens razão!” Ora esta situação, normalmente, tem o efeito contrário ao pretendido. Especialistas em psicologia da adolescência referem que os pais devem entender e compreender numa prespectiva mais tolerante. Um adulto, também tem, algumas vezes, baixa tolerância à frustração, como por exemplo, suponhamos, numa situação em que não tem nada para fazer, não por livre vontade mas por obrigação, durante um período longo de tempo e os dias a passam e sente que esses não são produtivos.Os adolescentes sentem o mesmo, isto é, se estivesse perto dos amigos em ambiente escolar os dias com certeza teriam outro sentido e significado. A adolescência caracteriza-se como uma etapa onde se deseja sucessos rápidos e  nem sempre as coisas ocorrem da forma como se quer. Porém os filhos também devem conter-se em alguns comentários depreciativos verbalizados aos pais, pois apesar de aparentemente os pais desvalorizarem o que os filhos dizem ( é uma fase que atravessa logo “diz o que não sente”), o que é certo é que as palavras ficam e os pais sentem-se magoados “ quando se faz tudo pelo mesmo , dá -se conforto, carinho e mesmo assim parece ainda que é pouco”. Como ajudar o seu filho?Pode, por exemplo, agendar actividades em conjunto com o mesmo, um passeio uma ida às compras etc. Se r saudades dos colegas forem muitas, porque não o levar até junto dos mesmos?! A alegria iria sem dúvida ser imensa. Pode também incentiva-lo a participar nos ateliers, pois estes ao contrário do que se pensa não são específicos somente para crianças, existem para adolescentes e até adultos. Para além de estar ocupado, terá com certeza a possibilidade de fazer amizades novas, divertir-se-á e os pais estarão menos preocupados. A felicidade não perdura nem é estável no tempo, é sim constituída por momentos alegres ao longo da nossa existência… infância, adolescência, adultez e velhice!

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