Correio do Minho

Braga, quarta-feira

O ano escolar vai começar (I)

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Escreve quem sabe

2011-09-10 às 06h00

Fernando Viana

Entre 8 e 15 de Setembro iniciam-se as actividades lectivas do novo ano escolar 2011/2012. É um período de grande azáfama para pais, encarregados de educação e alunos, no sentido de preparar da melhor forma o ano que agora se inicia.

Claro que este ano, as coisas estão especialmente difíceis, atenta a crise económica instalada que a todos tem vindo a esvaziar as bolsas. Há assim que planear com redobrado cuidado todos os aspectos que o ano escolar envolve e, em especial, aqueles que envolvem o gasto de dinheiro. Deixamos-lhe aqui nesta crónica alguns conselhos que poderão ser sempre de grande utilidade.

Comece por fazer um rastreio do material que sobrou do ano passado e que pode ser novamente utilizado este ano. Envolva os seus filhos nesta tarefa. É importante que eles percebam que para além de ser necessário poupar, libertando assim dinheiro que pode ser utilizado noutras coisas, também por razões ambientais deve ser dada prioridade à reutilização dos materiais.

Neste campo por vezes mais vale investir mais alguns euros numa mochila comprovadamente resistente e ergonómica, que poderá ser utilizada em mais do que um ano lectivo, do que numa que até tem a fotografia de um “puto” que hoje está na moda, e por isso é bem mais cara que as outras, mas que amanhã ninguém se lembrará mais e que até por isso, o seu filho vai querer substituir o mais depressa possível. Por outro lado, explique aos seus filhos que não podem comprar tudo o que lhes apetece. É natural que, por influência de amigos e da publicidade, eles pretendam renovar todo o stock de material escolar e de acordo com o que supostamente está na moda. Saber dizer não a algumas das suas exigências é também um gesto educativo importante, que eles um dia agradecerão mais do que se lhes satisfizer todos os caprichos.

Outra das suas prioridades deve ser a protecção da saúde e da segurança. Evite por exemplo a compra de material escolar com aromas. Privilegie material de cores sóbrias, cadernos com capas resistentes e boas colagens, artigos escolares sem arestas vivas.

Faça uma lista do que é verdadeiramente indispensável e solicitado pelo estabelecimento de ensino e no estabelecimento comercial que seleccionar não se deixe tentar por coisas que não estão na lista mas que “são tão giras” ou então que vai comprar só para deixar de ouvir o choro dilacerante de uma criança que diz que é o pior pai ou mãe do mundo porque não está disposto a trazer a loja atrás de si.

Se tiver tempo faça uma experiência: elabore um orçamento com um tecto máximo e deixe o seu filho escolher o que pretende respeitando esse tecto. Quando o valor máximo for ultrapassado, ele que faça opções.

Na compra da mochila é importante que a criança a experimente. Veja se é anatomicamente correcta, se as alças permitem ajustamentos. A mochila deve ser transportada às costas, de forma equilibrada e o seu peso, com material escolar, não deve exceder os 10% do peso total da respectiva criança. Existe por vezes a tentação dos professores e dos alunos em colocar muito material escolar nas mochilas, mais do que aquele que vão necessitar naquele dia.

Pode ser por comodismo, mas o que é certo é que isso sobrecarrega a mochila, com reflexos na sua durabilidade, mas sobretudo, na saúde da criança. Muitas escolas já têm cacifos onde pode ser colocado parte do material escolar e por outro, a criança deve ser incentivada a esvaziar a mochila diariamente e a colocar lá o estritamente necessário para o dia seguinte.

Já me aconteceu pegar em mochilas de crianças e ficar horrorizado com o seu peso. Periodicamente faça uma fiscalização à mochila do seu filho, dessa forma também evitando a acumulação de lixo ou de lanches esquecidos no seu interior…. Por falar em lanches, caso a criança leve almoço ou lanche para a escola, assegure-se que os alimentos mantêm a sua integridade e qualidade, acondicionando-os em recipientes adequados.

Opte por produtos que lhe garantam qualidade, verificando a sua rotulagem e seguindo as instruções de conservação. Dê preferência a produtos que contenham a menção “próprio para alimentos” ou o respectivo símbolo. Na escolha da ementa dos seus filhos faça opções saudáveis, privilegiando o consumo de vegetais, frutas, cereais, leite e água, evitando os excessos de gorduras, de doces e de refrigerantes.

Já agora um último concelho em termos de vestuário. Quando fizer as suas compras tenha particular atenção à roupa infantil com cordões:
Anualmente, registam-se em todo o mundo acidentes causados por cordões fixos e deslizantes no vestuário para criança, com consequências graves e por vezes fatais.

As estatísticas indicam que estes acidentes recaem, essencialmente, em dois
grupos etários:
• crianças até aos 8 anos: os cordões fixos, na zona do capuz, podem ficar presos em equipamentos de jogo e recreio, tais como escorregas, originando estrangulamentos, por vezes fatais;
• crianças mais velhas, até aos 14 anos: os cordões fixos e deslizantes, na zona da cintura e das bainhas inferiores das peças de vestuário, podem ficar presos em veículos em movimento, tais como portas de automóveis, autocarros, elevadores e bicicletas, provocando ferimentos graves ou mesmo a morte das crianças, por arrastamento ou atropelamento.


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