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O Associativismo empresarial e os desafios actuais (parte II). O dia 30 de janeiro de 2022

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O Associativismo empresarial e os desafios actuais (parte II). O dia 30 de janeiro de 2022

Ideias

2022-01-26 às 06h00

Pedro Tinoco Fraga Pedro Tinoco Fraga

Estando a escassos 4 dias de eleições legislativas seria normal que o artigo de hoje versasse sobre essas eleições, aproveitando este espaço para, como cidadão e empresário, trazer a minha perspectiva geral sobre a enorme importância do momento que o nosso país vive.
Por opção própria, não o farei, aproveitando apenas este fórum para deixar aqui um veemente apelo ao voto. Votar é de facto muito mais do que um direito … é um dever de cidadania e por isso todos os que o puderem fazer devem fazê-lo. É muito fácil escrever opiniões nas redes sociais, criticando tudo e todos. É muito fácil “apanhar a boleia” da notícia falsa e catalogar todos os partidos e todos os políticos como um bando de incapazes. É fácil, é cómodo mas é de uma cobardia sem limites. Por isso aos que como eu sempre votaram … não deixem de o ir fazer, mesmo em tempos de pandemia. Para os portugueses que dizem … não vale a pena, desta vez não vou mesmo … deixem-se disso e não deixem metade do país decidir pelo todo. Para os portugueses que há muitos anos desistiram de opinar com o seu voto no local próprio (a urna) … o meu apelo é para que desta vez façam ouvir a sua voz e que pensem que o exercício da democracia é o maior legado dos últimos 48 anos.

Termino esta primeira parte do meu artigo de hoje com uma palavra para os mais jovens : pensem que durante anos, os vossos pais e com certeza os vossos avós viveram amordaçados sem poderem opinar, guiados por um ser (dito) providencial (Oliveira Salazar) que nos conduziu à miséria financeira e, pior ainda, cultural. Pensem que têm nas vossas mãos um poder que eles (pais e avós) sempre quiseram ter e nunca tiveram. Não desperdicem esse poder e, por respeito aos vossos pais e avós, votem no próximo domingo.
Continuando o tema da crónica anterior sobre as associações empresariais desta segunda década do seculo XXI, insisto na necessidade de não olharmos para elas como um mero contra-poder ou seja, entidades que existem apenas para apresentar a cada momento ao governo em funções uma lista de reivindicações, a modos que uma lista de compras que se vai renovando ao longo dos anos. Julgo ser óbvio que uma associação empresarial tem como uma das suas funções dar voz aos seus associados e aos sectores empresariais que representa. Existe normalmente uma escassa proximidade entre os organismos do estado (no seu todo) e as empresas e muitas vezes são as associações empresariais que fazem este link, procurando resolver questões sectoriais ou até mesmo questões de uma empresa. Aqui aplicar-se-á sempre a máxima “juntos somos mais fortes” e continua a ser uma das principais razões para que uma empresa seja associada de uma associação empresarial : ter voz.

Mas... os tempos mudam e evoluem e no momento presente deparam-se a estas organizações dois desafios gigantescos.
O primeiro é promover a interacção entre empresas na busca de ganhar massa crítica conjunta e aí sim permitir às empresas (juntas) abalançarem-se para outros voos. Todos sabemos que o tecido empresarial português é maioritariamente constituído por micro-empresas e muito dificilmente a mudança se vai fazer por mero crescimento a solo. As associações podem e devem ser fóruns de promoção de projectos conjuntos de empresas do mesmo sector ou de diferentes sectores, tendo em vista passar de um contexto local para regional, de regional para nacional e de nacional para internacional. O salto pode ser “apenas” de local para regional, mas mesmo esse salto pode representar uma enorme mudança para uma micro-empresa.

Peguemos por momentos no tão falado PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e concentremo-nos numa critica que é comum ouvir-se : foi feito apenas para grandes empresas ! Não deixando em grande parte de ser verdade (mas é um facto, foi assim concebido e por isso a critica tem pouco sentido), levanta às micro e pequenas empresas um desafio importante : sejam activos e diligentes junto da associação empresarial de que fazem parte e percepcionem se há projectos em conjunto onde possam entrar. Não se limitem a ficar à espera, pois não é dever do estado vir ter com as empresas a “oferecer projectos”. Para a esmagadora maioria das empresas portuguesas, o acesso a projectos comunitários, o acesso a novos mercados, só se fará em associações com outras empresas e é aí que as associações empresariais têm um papel primordial. Mais uma vez insisto : cada empresário deve fazer o seu caminho e não esperar que o caminho venha passar-lhe à porta.
Por motivos óbvios de limitação do espaço da crónica deixarei para o próximo mês aquele que tem sido nos últimos 3, 4 anos o principal desafio que se coloca a uma associação empresarial em termos de apoio aos seus associados : pessoas, como encontrar e recrutar pessoas.

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