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O caminho da solidariedade na resposta aos desafios globais

Beco sem saída

O caminho da solidariedade na resposta aos desafios globais

Ideias

2021-06-27 às 06h00

Isabel Estrada Carvalhais Isabel Estrada Carvalhais

Esta semana, o Parlamento Europeu reuniu-se em plenário para uma mini-sessão em que foram a debate e a votação diversos temas que por si só mereceriam destaque. Gostaria, contudo, de salientar o discurso que António Guterres dirigiu ao parlamento na sessão da manhã do dia 24 de junho. Recorde-se que António Guterres foi recentemente eleito para um segundo mandato como Secretário geral das Nações Unidas, eleição essa por aclamação unânime da Assembleia geral. No seu discurso, Guterres sublinhou aqueles que serão os grandes desafios do seu mandato. E serão desafios duros: desde o combate eficaz a nível mundial ao vírus do COVID19, passando pelas alterações climáticas, pelos perigos que o ciberespaço coloca á integridade dos cidadãos, até à contínua luta pela integridade dos Direitos Humanos em todo o mundo, mas sobretudo nas muitas geografias de violência e de conflito espalhadas pelo globo.

Trazendo consigo o eco da já célebre frase ‘ninguém se salva sozinho’, António Guterres recorda que nenhum estado é por si só suficiente para combater a pandemia, e sublinha que hoje o vírus mata mais pessoas, do que há um ano. A estratégia de combate implica uma forte solidariedade internacional, e nesse sentido, o secretário-geral das Nações Unidas insiste na necessidade de uma estratégia global de vacinação e na importância dos países que produzem vacinas se unirem, no que chama de ‘missão de emergência’ para mobilizar as empresas farmacêuticas e os principais atores industriais, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, a Gavi Vaccine Alliance e as instituições financeiras internacionais.

Ainda na linha do pensamento de que ‘ninguém se salva sozinho’, importa talvez sublinhar que a solidariedade não é apenas a via humanista para a reposição da justiça para com os que mais sofrem, mas é também a via que, pragmaticamente falando, pode garantir a sobrevivência de todas as sociedades, pois é impossível conceber que a degradação ambiental, o fenómenos climáticos extremos, a fome, as guerras, a doença, possam afetar milhões de vidas em outras latitudes, sem que não haja profundas consequências sobre as nossas próprias sociedades.
Como instrumentos essenciais à prática de uma cultura da solidariedade, António Guterres insistiu na importância da promoção da Diplomacia, da Cooperação Internacional (em especial com os países mais vulneráveis como muitos dos situados no continente africano), e do Multilateralismo em rede.

A crise pandémica tem revelado as nossas inúmeras fragilidades e reconfirmado que vivemos em profunda interdependência global.
Mas a crise é também uma grande oportunidade histórica para corrigir rumos e tomar novos caminhos.
Caminhos no sentido de uma sociedade mais resiliente às alterações climáticas, ambientalmente mais verde, assente em sistemas alimentares de produção e de consumo mais sustentáveis, assente num novo paradigma de economia circular, e uma sociedade muito mais justa e inclusiva.

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