Correio do Minho

Braga, terça-feira

O Conselho Consultivo de Jovens do XXIII Acampamento Nacional

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Escreve quem sabe

2017-02-03 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Pela primeira vez na vida do Corpo Nacional de Escutas, Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros1 serão integrados, como consultores na estrutura da coordenação pedagógica do XXIII Acampamento Nacional (ACANAC 2017). Tal como nos Agrupamentos onde cada uma das Seções é gerida pelo Conselho de Guias2, estrutura de gestão que inclusivamente administra a justiça na unidade.

O envolvimento de crianças e jovens na conceção e preparação de projetos de atividade/ação, bem como na sua realização e na avaliação dos mesmos, é feita nas Unidades, por exemplo, em acampamentos de Secção e mesmo em alguns de média dimensão. Por isso, quizemos que, na gestão do projeto ACANAC 2017, estes viessem a ter, uma palavra no desenvolvimento deste projeto que envolverá 20 mil escuteiros.

Neste sentido, foi criado o Conselho Consultivo dos Jovens, como um órgão consultivo da coordenação pedagógica do Acampamento Nacional que permite um envolvimento direto de crianças e jovens nas fases de preparação, realização e avaliação da atividade.

Foram estabelecidos quatro grandes objetivos:
1) Enriquecer o projeto pedagógico em todas as fases do ACANAC 2017 (preparação/realização/avaliação), através de consultas diretas e/ou em momentos de reunião;
2) Constituir um grupo de jovens porta-vozes do ACANAC 2017 capazes de expressar e representar, mesmo externamente, a proposta do ACANAC 2017 em todas as suas dimensões;
3) Participar ativamente na elaboração do relatório final do ACANAC 2017;
4) Consubstanciar, para as crianças e jovens em causa, uma oportunidade educativa de crescimento.

As candidaturas para preenchimento dos lugares deste órgão consultivo decorrem durante este mês de fevereiro, sendo que os candidatos terão que estar inscritos como participantes no Acampamento Nacional.

Com o intuito deste órgão ser constituído por 20 crianças e jovens, em representação de todas as regiões do CNE, a seleção dos elementos terá em conta a pro- veniência geográfica:
• Lobitos: das Regiões dos Açores, Aveiro, Bragança, Leiria e Viseu;
• Exploradores/Moços: das Regiões de Lamego, Lisboa, Portalegre Castelo Branco, Porto e Setúbal;
• Pioneiros/Marinheiros: das Regiões do Algarve, Beja, Guarda, Viana do Castelo e Vila Real;
• Caminheiros/Companheiros: das Regiões de Évora, Madeira e Santarém (já foram selecionados pelo Cenáculo Nacional3 os dois Caminheiros das Regiões de Braga e Coimbra).

Aos Lobitos e Exploradores/Moços será exigido que estejam a desempenhar as funções de Guia de Bando e Guia de Patrulha/Timoneiro de Tripulação, nas I e II Seções, respetivamente.
Como fatores de valorização para a seleção serão tidas em conta a motivação de cada e as suas competências individuais, designadamente as espelhadas no sistema de progresso individual de cada candidato,
Estamos conscientes que esta tarefa não será de fácil execução, mas temos a certeza que permitirá às vinte crianças e jovens uma experiência enriquecedora, contribuindo, desde logo, para surgirem novas lideranças no Escutismo Católico Português.

1Lobitos, Moços, Marinheiros e Companheiros, variante do Escutismo Marítimo do CNE.
2Ver artigo publicado neste espaço do Correio do Minho, no dia 15.maio.2015, sob o título “O Guia de (Patrulha) e o Conselho de Guias”.
3Estrutura autónoma da IV Secção com Caminheiros/Companheiros das regiões eleitos pelos seus pares reunidos em Cenáculos Regionais.

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