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O Coronavírus e as viagens organizadas (II)

O espantalho

O Coronavírus e as viagens organizadas (II)

Escreve quem sabe

2020-03-25 às 06h00

Fernando Viana Fernando Viana

A semana passada, a propósito da situação que nos encontramos a viver por causa do Coronavírus, começamos a falar de uma questão que preocupa muitos consumidores, relativamente às viagens organizadas. Hoje, continuamos a dissecar o tema, já que não sabemos durante quanto tempo esta situação se vai manter e obviamente que existem inúmeros casos de pessoas que tinham férias ou viagens agendadas e, agora não as vão poder concretizar.

Comecemos por equacionar a situação relativa a viajantes que adquiriram a viagem de avião e o alojamento em separado.
Nestes casos, o cancelamento do voo ou do alojamento apenas é possível, em princípio, como gesto de boa vontade por parte da companhia aérea ou do hotel, exceto se a tarifa permitir o cancelamento. Os viajantes deverão contactar imediatamente a companhia aérea ou o hotel e verificar as condições de cancelamento. Atualmente, algumas companhias aéreas permitem o cancelamento ou adiamento dos voos sem cobrar taxas de cancelamento. Se o voo tiver sido cancelado pela companhia aérea, a empresa deverá reembolsar o montante pago ou oferecer um meio alternativo de transporte.

No caso concreto do alojamento, se a tarifa contratada tiver sido contratada na modalidade non-refundable (não reembolsável em caso de alteração ou cancelamento da estadia), contacte o alojamento para saber se será possível a alteração das datas da estadia sem penalizações. Ainda que o local onde se situa o hotel se encontre de quarentena, nada obriga a que o hotel aceite o cancelamento ou a alteração das datas da estadia sem custos.

Imaginemos agora que tinha uma reserva para um cruzeiro. Quais os seus direitos?
Se o cruzeiro for cancelado pela empresa responsável, esta deverá reembolsar os montantes pagos ou oferecer outra data para a realização do cruzeiro. Contudo, caso tal não aconteça, é muito provável que se quiser cancelar tenha custos associados. Dependendo da data do cancelamento, os custos podem chegar aos 100% do preço pago pelo cruzeiro.
Por outro lado, considerando que os cruzeiros devem atracar em portos pré-definidos, aconselhamos que verifique se a atracagem de cruzeiros está ou não autorizada em cada um desses portos.

Se não for possível a atracagem de cruzeiros, recomenda-se o contacto com a empresa, tendo em vista o cancelamento ou alteração sem custos, com o fundamento de que a empresa não poderá cumprir integralmente o contrato celebrado.

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