Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O Corpo Nacional de Escutas

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Escreve quem sabe

2011-09-23 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Escutismo Católico Português, é uma associação de utilidade pública, que tem como finalidade a formação dos jovens, por forma a desenvolverem-se como cidadãos e cristãos empenhados da construção de um mundo melhor, com base no método educativo do escutismo.

O CNE foi criado pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos a 27 de Maio de 1923, depois de ter presenciado a acção de serviço que o escutismo prestou no Congresso Eucarístico Internacional, realizado em Roma.
Embora a primeira reunião deste prelado com os seus colaboradores mais directos se tivesse realizado no dia 24 de Maio, no número 20 da Praça do Município, só a 27 desse mesmo mês é que os seus estatutos foram reconhecidos pelo Governador Civil de Braga e posteriormente confirmados pelo Ministério do Interior e Direcção-Geral de Segurança, em 26 de Novembro, de 1923, com a publicação da Portaria nº 3824. A designação então utilizada era de Corpo de Scouts Católicos Portugueses.

O Movimento está organizado, de acordo com as normas definida por Baden-Powell, fundador mundial do Escutismo, em quatro secções, de forma a que o Programa Educativo possa ter um pleno desenvolvimento:

I Secção: a Alcateia - que acolhe as crianças (os lobitos) dos 6 aos 10 anos, organizados em “bandos” de 4 a 7 lobitos, em que a mística - o louvor ao Cria-dor -, envolvente da actividade pedagógica está baseada na vida de Maugli - o menino lobo - extraída do ‘Livro da Selva’ de R.Kipling e a vida de S. Francisco de Assis, em que o grande objectivo é levar as crianças a descobrirem-se entre elas e a descobrir os adultos, isto é, a desenvolver o valor da sociabilização, da amizade e da criatividade sendo a dimensão espiritual dada a partir da descoberta de Deus nas coisas simples da natureza.

II Secção: a Expedição - que acolhe os pré-adolescentes (os exploradores) dos 11 aos 14 anos, distribuídos por “patru-lhas” de 4 a 8 elementos, e onde a mística - a descoberta da Terra Prometida -, está baseada no explorador, o que descobre novos mundos, novas civilizações, isto é, novas formas de sentir e de agir. Assim, e para além dos valores da sociabilização, da amizade e da criatividade procura-se desenvolver nos ‘exploradores’ o espírito da iniciativa, da responsabilidade pessoal e de grupo (da Patrulha) e do respeito pela Natureza.

III Secção: a Comunidade - que acolhe os adolescentes (os pioneiros) dos 14 aos 18 anos, que formam “equipas” de 4 a 8 pioneiros. Aqui, a mística - a Igreja em construção - leva o pioneiro a descobrir que neste mundo, aparentemente hostil, também eles têm os seus espaços e o seu lugar. É nesta fase de vivência transgeracional que, no dia a dia da vida da Comunidade, os adolescentes apreendem novos valores como o respeito pelo diferente, o pensamento divergente, o sentido democrático e a participação. É também nesta fase que se inicia o assumir de responsabilidades no âmbito de uma comunidade mais vasta, através de acções comunitárias - é o viver o valor da solidariedade na construção de um mundo melhor.

IV Secção: o Clã - que acolhe os jovens (os Caminheiros) dos 18 aos 22 anos organizados em ‘tribos’ de 4 a 8 jovens. Esta secção é marcada pela mística da vida do Homem Novo que se materializa pelo Serviço. Nesta fase, pretende-se que o jovem faça a sua integração no mundo adulto, será o assumir de todas as responsabilidades sociais na perspectiva que a sociedade é formada por pessoas e que estas, respeitando a sua personalidade e a dos outros, edificam um conjunto onde o bem comum se sobrepõe ao individual. A felicidade, no sentido da auto-realização e do participar na realização dos outros, é um valor fundamental para o Caminheiro.

Estas 4 secções, que no escutismo marítimo têm outra nomenclatura, formam a estrutura base do Movimento - o Agrupamento que tem base paroquial. No presente, o Corpo Nacional de Escutas agrupa os seus 70.000 associados em 1.100 agrupamentos, distribuídos por todas as dioceses do território nacional.

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