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O Covid as empresas e o funcionamento da economia

Personalidade e carater

O Covid as empresas e o funcionamento da economia

Ideias

2020-05-24 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Estamos a viver o desconfinamento do pós-COVID 19. Gradualmente, o regresso à “nova normalidade” está em marcha. Para alguns de forma mais tímida, para outros numa atitude mais arrojada e, para uma maioria cada vez mais alargada, com uma despreocupação de alguma irresponsabilidade, como se nada tivesse acontecido. Um regresso que tem causado alguma controvérsia, muitas dúvidas e, sobretudo, muita angústia e incerteza para quem quer regressar ao seu negócio e recuperar o seu emprego. Uma ânsia, aliada ao tão esperado contacto com a família, à retoma convívio social e pessoal, à fruição do espaço público das ruas, dos jardins e das praças, do regresso presencial ao comércio, às instituições públicas e ao funcionamento normal das empresas.
Uma vivência que, como podemos contatar, deve ser doseada com o bom senso e com o equilíbrio do cumprimento das recomendações adotadas, em público e em privado. Nas dinâmicas culturais que suspenderam a atividade, nas pequenas e médias empresas que conseguiram resistir, e necessitam de apoio para ultrapassar a situação de impasse em que estão mergulhadas. Uma abertura justificada pela necessidade de a sociedade retomar a seu movimento natural, impulsionada pelas medidas que estão a ser anunciadas pelos órgãos de soberania, com mais ou menos colaboração e concordância dos agentes da esfera política, sindical e social.
Apesar de tudo, o comércio está a abrir as suas portas, cumprindo as normas de segurança e higiene, para conquistar a confiança dos seus clientes. Os espaços de restauração estão a fazer um esforço muito grande, para se reinventarem os seus espaços e nobreza da sua gastronomia, para lá do serviço de take away. As cidades estão a preparar a sua dimensão atrativa reativando as seus locais de visita, numa primeira fase para turismo interno, sem as festas populares, os concertos e outros eventos de concentração de pessoas.
Um conjunto de dinamismos e vontades, que estão mergulhados numa ambiguidade que ultrapassa as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais. Deixando dúvidas e incertezas crescentes, que são a expressão das divergências em torno das decisões que estão a ser tomadas, e que têm mobilizado a intervenção das organizações internacionais aos mais diversos níveis. A guerra económica está, irremediavelmente, a ser desenhada e começa a ganhar contornos cada vez mais claros, nos modelos de organização económica que estão a ser adotados para responder aos novos desafios. Respostas que, lamentavelmente, têm uma expressão evidente na deriva política e na tendência que está a ser assumida pela nova ordem mundial, onde as exigências e as incertezas são cada vez maiores.
Neste contexto, a espiral competitiva determina a implementação de medidas integradas ao nível das políticas públicas locais e uma mudança do modelo de governança, para que as aspirações e ambições dos cidadãos sejam asseguradas de forma sustentada, estruturante e duradoura. Alguns os territórios impõem, dinâmicas de desenvolvimento bem-estar e qualidade de vida sustentáveis e de atração de pessoas. Enquadrando ainda, um conjunto de ações que visam o reforço, a cooperação, as parcerias e as redes de apoio ao empreendedorismo qualificado e criativo, para potenciar o apoio à geração de ideias inovadoras de negócio e a criação de novas empresas.
Num mundo laboral mais multidisciplinar, voltado para o saber-fazer e associado às aprendizagens que resultam de experiências assentes na inovação, na automação e na inteligência artificial, que estão a tornar obsoletos muitos trabalhos manuais repetitivos e a descontinuar muitas profissões tradicionais. A concorrência está a desviar-se da norma, e os profissionais vão ter de estar preparados para competir num mercado de trabalho cada vez mais imprevisível, onde a mudança é o fator mais determinante da estabilidade das organizações e do mundo do trabalho.
Um processo que pressupõe uma organização social inclusiva, inovadora e reflexiva, que vai estimular novas competências e exigir uma melhor preparação de dos cidadãos de todas as gerações, neste quadro de crescente incerteza social e económica que estamos a viver. Uma dinâmica económica focada no apoio social e nas externalidades positivas, capaz de influenciar a melhoria do bem-estar das comunidades e o desenvolvimento de novos produtos e serviços, economicamente viáveis e ecologicamente mais eficientes. Uma cultura formativa centrada na promoção de potencial humano, com capacidade para responder às novas necessidades e para salvaguardar as empresas, que sustentam do setor produtivo e o funcionamento da economia.

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