Correio do Minho

Braga, quarta-feira

O cupido está inocente

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2016-02-14 às 06h00

Joana Silva

Hoje sinala-se o dia dos namorados! O amor desde sempre teve conotações diferentes. Apesar das vivências quotidianas distintas de cada um, conhecemos aquele casal cujos feitios incompatíveis nada fazia prever que se seriam incrivelmente felizes. Aquele casal que nas redes sociais mostra em “mil e uma” fotografias, o verdadeiro conto de fadas e que na realidade não é assim tão linear, aquando na presença física de ambos. Conhecemos também aquela pessoa que afirma “Eu não quero saber nem preciso de amor”,quando no mais íntimo da sua consciência, até se importa mas pelas desilusões simplesmente deixou de acreditar que algum dia será bafejado(a) pela sorte de ser feliz. E por fim, há quem seja desconcertante perante o poder do amor.

Uma relação em que um dos elementos está mais envolvido emocionalmente (amor incondicional) face a outro (por ex. pelo motivo dos bens materiais). É talvez o lado mais triste do amor, porque ambos sofrem, um acreditará até ao “limite das forças” que o outro poderá mudar e vir a amar e, por outro lado, a outra pessoa tem consciência que também não está feliz. É muitas vezes o rastilho para conflitos, infidelidade e diminuição da auto estima sobretudo para quem “ama demais”.

Posto isto, não existem relações perfeitas e assim o cupido se torna réu. Na verdade há quem não tenha mesmo sorte ao amor mas também a quem o deixe passar ao lado fruto da baixa autoestima, desilusões amorosas anteriores, pela idealização do parceiro ideal e pelos mitos irrealistas face ao amor. Em relação à auto-estima vai muito além do “não sou bonito(a)”.

Prende-se com a perda da capacidade de se valorizar, como se necessitasse do consentimento social de terceiros. Se antigamente não existia o problema de reconhecer perante por exemplo, um(a) amigo(a), “Tens um(a) fã.”, hoje, as pessoas estão mais fechadas em si próprias “Se não é para mim, também não digo.” Invertem-se as situações em opiniões simples. Como se omitissem e desfiguram-se o verdadeiro sentido, “Estás bonito(a)” quando na verdade não se está “por aí além” e quando se verdadeiramente se está nada dizem e até se incomodam com a evidência. Há situações ainda mais extremas em a pessoa se apercebe que tem alguém de facto a olhar, comenta com quem à sua volta, e mesmo a verem o mesmo chegam a afirmar “Não vejo nada.”

,ou atribuem apreciações negativas “Está a olhar mas não deve ser para ti, parece pouco sóbrio(a)”. E porquê? Tem um ego superior “Eu sou melhor e não os outros.” e porque não tem a atenção canalizada para si naquele momento, tem ciúmes. O cupido está inocente, quando se idealiza um parceiro “XPTO” fisicamente.

Dizem que o que conta é o interior. Sim, é muito importante mas não único pois o primeiro ponto de atração é a parte física. Toda a gente merece um parceiro de acordo com os parâmetros que se idealiza, mas por vezes, arranja-se defeitos onde não existem e a oportunidade de ser feliz esvoaça. A qualquer momento se pode alterar ou sugerir uma nova/melhor aparência (mudar um corte de cabelo, frequentar um ginásio, ter um estilo melhor) mas se não tiver um íntimo bom de que serve a aparência?! Igualmente importa reter que nunca deve ser exigido a quem não o deseje e como tal o bom senso parte de aceitar primeiramente a pessoa tal como é. Por ultimo, é comum ouvir-se expressões “Agora com esta idade é que anda a namorar. Que figura.”

Comentários assim são típicos de pessoas pouco realizadas amorosamente que se sentem incomodadas com a felicidade alheia. Todas as pessoas te o direito de serem felizes, a idade é apenas um número. Se ainda não encontrou observe e preste atenção aos sinais. O cupido não tem férias ou folgas.

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