Correio do Minho

Braga, terça-feira

O Dia do Fundador

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Escreve quem sabe

2012-02-24 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

No dia 22 de fevereiro, decorreram 155 anos sobre o nascimento de Baden-Powell, que viria a fundar o escutismo, 50 anos mais tarde, em 1907, com a realização do primeiro acampamento escutista, na ilha de Brownsea, em Inglaterra.
O Escutismo vive o dia do seu fundador, também designado, em algumas associações, como o dia do pensamento, refletindo sobre a importância que este ato criador teve na evolução da juventude e da sociedade.

Este é o motivo que nos leva a deixar, esta semana, a reflexão que vinha a ser feita sobre os elementos fundamentais do Método Escutista, temática que retomaremos brevemente.
O número de jovens que viveram esta aventura educativa de cidadania, lançada na ilha de Brownsea, é incalculável pois, desde os 22 rapazes que viveram o primeiro acampamento, até aos mais de 25 milhões de crianças e jovens que hoje constituem o contingente escutista, disperso por 216 países em todo o mundo, muitas centenas de milhões jovens de ambos o sexos, nestes 105 anos de existência deste movimento, tiveram a oportunidade de, como dizia B-P: “contribuir para deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraram”.

Como seria diferente o mundo sem este precursor dos movimentos de defesa do ambiente e de valorização do património natural, certamente que não estaríamos tão despertos para a necessidade angustiante de protegermos o nosso planeta com a consciência que a sua morte levará, indiscutivelmente, ao desaparecimento da humanidade, como perderiam ter sentido as palavra pertinentes de Paulo Freire: “Se é possível mudar o mundo que não fizemos, então porque não mudar o mal que fizemos!”.

Será que conseguimos imaginar a sociedade de hoje, sem as competências sociais que os jovens escuteiros desenvolvem, no seu percurso formativo, que se materializam em ações de solidariedade a favor dos outros, mais desfavorecidos e mais desprotegidos, ou como seriam vi-vidos os Direitos do Homem se, em criança e na juventude, os escuteiros não vivessem esse sentimento nobre de “Serviço aos outros”? Como seria enorme o sentimento de desumanização das comunidades locais, regionais, nacionais ou universal, se os valores da “Fraternidade Escutista” não tivessem impregnado a vida de tantos e tantos jovens!

Teremos noção de qual seria a importância do voluntariado social se, no escutismo, milhões de adultos não fossem voluntários na educação, educando para o voluntariado? Será que fariam sentido as palavras de Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração!”?

Temos a certeza que não foi ontem, não é hoje e nem será no futuro, apenas o Escutismo a contribuir para a humanização, que se espera crescente, da sociedade, mas é inegável que este movimento de educação não formal, criado por Baden-Powell, há 105 anos e que ele próprio definiu como uma escola de cidadania, ao educar para a vida, deu um contributo inestimável na construção de um mundo melhor!

Aos comemorarmos os 155 anos sobre o seu nascimento pensemos que cada um de nós é chamado a vencer os (im)possíveis, fazendo da nossa vida uma “Boa Ação” permanente, contribuindo para a felicidade dos outros, construindo assim a nossa própria felicidade.

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