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O direito a ter a “sua” biblioteca

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O direito a ter a “sua” biblioteca

Voz às Bibliotecas

2020-10-29 às 06h00

Aida Alves Aida Alves

Segundo a “Declaração para o Direito às Bibliotecas”, documento divulgado pela American Library Association (ALA), em 2 de julho de 2013, por ocasião da sua Conferência Anual a ser realizado em Chicago (Illinois), “as bibliotecas mudam vidas”. Segundo este documento “Todos os dias, em inúmeras comunidades em todo o nosso país e do mundo, milhões de crianças, estudantes e adultos utilizam as bibliotecas para aprender, crescer e alcançar os seus sonhos. Além de uma vasta gama de livros, computadores e outros recursos, os utilizadores da biblioteca beneficiam do ensino especializado e orientação provida por bibliotecários e funcionários da biblioteca para ajudar a expandir as suas mentes e abrir novos mundos. Nós declaramos e afirmamos nosso direito à qualidade nas bibliotecas públicas, escolares, universitárias e em especial, exortá-lo para mostrar com urgência o seu apoio ao assinar seu nome nesta Declaração pelo Direito das Bibliotecas.”
Queremos hoje aqui dar destaque aos princípios constantes neste documento no qual se apontam os argumentos pelos quais os cidadãos devem exigir bibliotecas ao poder central e local: a) as bibliotecas capacitam o indivíduo; b) as bibliotecas apoiam a alfabetização e aprendizagem ao longo da vida; c) fortalecem as famílias, uma vez que as famílias encontram um ambiente confortável, espaço acolhedor e uma riqueza de recursos para ajudá-las a aprender, crescer e brincar juntas; d) servem pessoas de qualquer idade, nível de escolaridade, nível social, etnia e capacidade física. Para muitas pessoas, as bibliotecas oferecem recursos que de outra forma, não poderiam ter condições de obtê-los – recursos que eles precisam para viver, aprender, trabalhar e gerir a sua vida e carreira; e) as bibliotecas constroem comunidades, unem as pessoas, tanto pessoalmente como online, para conversas e para aprender e ajudar uns aos outros; f) fornecem apoio para idosos, imigrantes e outras pessoas com necessidades especiais; g) protegem o nosso direito de conhecer, de ler, pesquisar informações e expressar-se livremente; h) fortalecem uma nação, quando contribuem para a alfabetização e formação das pessoas, ajudando a estar mais informadas e capacitadas para o exercício da sua cidadania. As bibliotecas escolares, públicas, universitárias e especializadas apoiam esse direito básico; i) as bibliotecas promovem o avanço da pesquisa da informação, investigação, na qual cresce do conhecimento, seja para a realização de um trabalho escolar, ou realização de um curso académico, j) As bibliotecas oferecem programas, acervos bibliográficos e espaços de sociali- zação para nos ajudar a compartilhar e compreender as diferenças; l) as bibliotecas preservam a herança cultural da nação, o passado é a chave para o nosso futuro; m) as bibliotecas reúnem, digitalizam e preservam documentos históricos originais e únicos que nos ajudam a entender melhor o nosso passado, presente e futuro.
Sabemos que o conhecimento é fator imprescindível para o desenvolvimento da autonomia e pensamento crítico dos cidadãos, sendo as bibliotecas espaços indispensáveis na mediação e disseminação do saber. São equipamentos que pela sua missão oferecem condições para a participação integral dos cidadãos, por forma a autonomizá-los no seu processo de aprendizagem. As bibliotecas são instituições que facilitam o acesso à informação, promovendo dinâmicas de integração e aprendizagem em contexto não formal. Um dos direitos que a biblioteca promove é o direito à informação. Este é considerado o direito síntese dos direitos humanos no processo de consolidação da cidadania, convergindo com os objetivos de igualdade social e democracia. Todos devem ter direito a ter acesso às “suas” bibliotecas, as que se criam em ambiente familiar, mas também as escolares, universitárias, de leitura pública, pois é pela sua complementaridade que se consegue formar indivíduos ao longo da vida, mais capacitados para gerir toda a informação da rede global.

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