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O Escutismo prepara-se para a nova realidade

Corrupção e impacto na economia

O Escutismo prepara-se para a nova realidade

Escreve quem sabe

2020-06-19 às 06h00

Carlos Alberto Pereira Carlos Alberto Pereira

O dia de hoje, 19 de março de 2020, ficará como o dia em que o Corpo Nacional de Escutas permitiu que em todo o Escutismo Católico se retomassem as atividades presenciais. Claro que este dia foi precedido de um vasto conjunto de vídeo reuniões aos mais diversos níveis e com os mais diversos intervenientes. A última reunião com os chefes de Agrupamento foi dividida em 4 sessões envolvendo as seguintes regiões (dioceses), para que dada uma delas tivesse um número aproximado de agrupamentos, os responsáveis pelas regiões e núcleos também estiveram presentes:
1) Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra e Bragança-Miranda – 265 agr;
2) Braga e Vila Real – 259 agr;
3) Suíça, Açores, Guarda, Lamego, Leiria, Madeira, Portalegre e Castelo Branco, Santarém, Viseu e Macau – 245 agr;
4) Algarve, Beja, Évora e Setúbal – 250 agr.

Antes disto, a equipa nacional foi elaborando e distribuindo sete documentos preliminares que, por sua vez, foram trabalhados nos 1.019 agrupamentos, a saber:
1) Direção de agrupamento – onde se elenca um conjunto de 12 ações/tarefas a desenvolver e um conjunto de 4 momentos marcantes na vida dos agrupamentos, permitindo fazer um diagnóstico da situação e traçar uma linha de ação sustentada na realidade da comunidade onde está inserido, por forma a garantir uma caminhada segura, podendo ter ritmos diferentes para cada uma das quatro Seções.

2) Equipa de animação – visando a preparação atempada do regresso dos elementos a um momento presencial, definindo os procedimentos necessários, com base nas orientações tanto das autoridades competentes como da Conferência Episcopal Portuguesa.

3) Conselho de pais – os pais são os primeiros e os últimos responsáveis pela educação dos seus filhos, por isso temos de ter uma articulação profunda e consistente com eles, para que se reestabeleçam laços de confiança.

4) Sedes e outros espaços interiores – definir a capacidade limite para cada um dos espaços, com base no “recomendado quadrado” de 4m2 por elemento. Estabelecer itinerários e regras de higienização, de acordo com as orientações da DGS (016/2020). Criar normas sanitárias e de utilização, reinventar a sinalética e o material de proteção individual. Finalmente, criar um plano de contingência, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

5) Conselho de guias – no escutismo o “Conselho de guias” é o governo da Secção (I, II, III ou IV), é lá que se tomam todas as grandes decisões relativamente ao conjunto da Unidade (recordar que o dirigente da Seção não tem direito a voto neste conselho), por isso, os Guias são os elementos fundamentais na implementação e dinamização de qualquer projeto e, por razões obvias, neste em particular.

6) A Vida da Patrulha ou Unidade – As atividades presenciais só deverão realizar-se após o primeiro conselho de guias e, preferencialmente, em espaços abertos, respeitando sempre as orientações plasmadas na publicação da DGS: “Medidas Gerais de Prevenção e Controlo da COVID-19 – Saúde e Atividades Diárias – 14 de maio 2020 – Volume 1”, in https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=45533.

7) Atividades de Patrulha ou Unidade – onde se apresentam um conjunto de atividades destinadas a 10 pessoas, respeitando as regras definidas pela DGS, versando: reuniões semanais; atividades de 1 dia, sem dormida; acampamento com noite(s) de campo (nesta altura, estes ainda estão vedados às Alcateias), proporcionar uma tenda por elemento e garantir que o programa da campo privilegie o pequeno grupo (a Patrulha) em detrimento do grande grupo (a Unidade), mantendo presente as normas do “Escutismo: Movimento Seguro).

Para as Unidades de Escutismo Marítimo ou do Ar, há um conjunto de orientações específicas, em função das caraterísticas peculiares das suas atividades.
Finalmente, mas não menos importante, é a decisão do desconfinamento bem como o grau da sua extensão, ao nível local, ficam, exclusivamente, nas mãos de cada Agrupamento, para que cada um deles possa optar, em sintonia com a sua envolvente social e sanitária, em função dos recursos humanos e logísticos disponíveis e ainda no respeito pela vontade dos pais das crianças e jovens que lhes estão confiados.

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