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O estado da demografia na Europa

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O estado da demografia na Europa

Escreve quem sabe

2020-06-25 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

No dia 17 de junho, a Comissão Europeia (Comissão) publicou um relatório sobre o impacto das alterações demográficas na Europa. Este relatório vem alertar para um dos fatores mais evidentes da sociedade ocidental nas últimas décadas – a fragilidade demográfica na União Europeia (UE) e a necessidade de criar um espaço de reflexão sobre como abordar este tema.
Longe vão os tempos em que os parcos cuidados de saúde e a inexistência de um planeamento e acompanhamento infantil era algo usual na Europa e em Portugal. Mas não é apenas nos cuidados de saúde que se notam grandes diferenças na nossa sociedade. O papel da mulher na sociedade sofreu uma grande alteração e a globalização veio acelerar a mobilidade pessoal e profissional de todos os cidadãos. Tudo isto deve ser aliado a uma sociedade cada vez mais focada em alcançar os seus objetivos pessoais, que muitas vezes passa ao lado de uma vida mais “tradicional”. Aquilo que nós fazemos, trabalhamos, ou queremos nos dias de hoje é bastante diferente da vida quotidiana da sociedade europeia de há 50 anos atrás.

Sejamos concretos: em média, nunca os europeus viveram por tanto tempo como nos dias de hoje. Nos últimos 50 anos, a esperança média de vida aumentou cerca de 10 anos, e o mais provável é que continue aumentando a cada ano que passa. Em 2070, estudos preveem que as mulheres consigam atingir uma esperança média de vida de 90 anos, enquanto que os homens rondarão os 86 anos.
Esta grande diferença num período tão reduzido deve-se, entre vários fatores, aos excelentes cuidados de saúde que temos à disposição, à qualidade dos produtos alimentares e ao elevado conhecimento adquirido em todas as áreas, que nos permite alcançar estes valores. No entanto, este aumento da qualidade de vida dos cidadãos não se tem traduzido numa renovação de gerações, o que tem levado a que a população europeia esteja cada vez mais envelhecida.

Neste relatório, a Comissão analisa qual o impacto da falta de uma renovação demográfica na Europa e aponta cinco grandes conclusões:
1) a população ativa na Europa está a diminuir, o que implica menos capacidade de fomentar o crescimento económico;
2) é necessário adaptar os sistemas de saúde e garantir o financiamento de despesas públicas relacionadas com o envelhecimento da população;
3) os desafios demográficos variam entre países e regiões, pelo que é necessário encontrar soluções para apoiar as regiões nestes processos de mudança;
4) as alterações demográficas podem afetar a posição da Europa no mundo;
5) é necessária uma visão estratégica para atender aos desafios advindos das alterações demográficas e da dupla transição ecológica e digital.

Por todas as conclusões mencionadas acima, a Comissão sente que é necessário incluir o aspeto demográfico europeu nas políticas da UE e auxiliar os Estados- Membros com todos os instrumentos que tem à sua disposição.
O reforço das políticas sociais e de coesão serão determinantes no futuro para reverter esta situação e diminuir as disparidades entre as regiões, principalmente nas regiões mais isoladas ou predominantemente rurais, numa fase em que a dupla transição ecológica e digital será cada vez mais preponderante.

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