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O Estado da União

Novo ano, “ano novo”!

Ideias

2010-09-09 às 06h00

Margarida Marques Margarida Marques

OPresidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, proferiu pela primeira vez o discurso sobre o Estado da União, esta semana no Parlamento Europeu.
Perante os deputados ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Durão Barroso delineou o plano estratégico da Comissão Europeia para os próximos 12 meses, um plano de acção com uma forte tónica na promoção de um crescimento económico sustentável e na criação de emprego.

A Comissão Europeia dará prioridade à apresentação de propostas e políticas que permitam fortalecer a economia europeia, que impulsionem um crescimento sustentável e que criem condições para a criação de emprego. O combate à pobreza e à exclusão social, a redução da carga administrativa das PME e a eliminação dos obstáculos ao comércio no mercado único europeu estarão na agenda da Comissão.

A Comissão Europeia está atenta às preocupações manifestadas pelos cidadãos europeus, preocupações visivelmente expressas no mais recente Eurobarómetro, publicado no final de Agosto.
De acordo com as sondagens realizadas, os europeus mostraram-se indubitavelmente preocupados com a situação económica dos seus países e com o desemprego. A maioria dos entrevistados sente que o pior da crise ainda está para vir.

Os europeus estão preocupados e exigem acção. Mostram-se disponíveis para implementar reformas que beneficiem as próximas gerações, mesmo que signifiquem alguns sacrifícios actuais. Vêem na redução do deficit das contas públicas algo que não pode ser adiado. Desejam mais coordenação entre os Estados-Membros na luta contra a crise. E vêem a União Europeia como o melhor actor para tomar medidas efectivas contra os efeitos da crise financeira e económica.

No seu discurso, o presidente da Comissão Europeia afirmou que a crise económico-financeira colocou a União Europeia perante um dos maiores desafios de sempre. Uma crise que su-blinhou a interdependência entre os Estados-Membros e testou a solidariedade entre os 27 como nunca antes.

E apesar de considerar que as perspectivas económicas da União Europeia são hoje melhores do que eram há um ano e que continuam a evoluir no bom sentido com um crescimento económico superior ao previsto e uma taxa de emprego que apesar de ainda muito alta, deixou de aumentar, para o Presidente da Comissão Europeia não pode haver ilusões e lugar para a complacência.

No plenário do Parlamento Europeu, identificou os cinco maiores desafios da União Europeia para o próximo ano: lidar com a crise económica e com a governação; restabelecer o cres-cimento gerador de emprego, acelerando o programa de reformas da Europa 2020; criar de um espaço de liberdade, justiça e segurança; lançar as negociações para um orçamento comunitário moderno, e reforçar o peso da UE no panorama mundial. Os cidadãos têm a expectativa que as respostas da União a estes cinco desafios possam evidenciar o verdadeiro valor acrescentado da acção a nível da UE.

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