Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O exemplo de Mandela

O Estado da União

Ideias Políticas

2013-12-17 às 06h00

Pedro Sousa

No passado dia 5 de Dezembro recebemos a triste notícia da morte de Nelson Mandela.
As manifestações que todo o mundo, todas as raças e todos os credos lhe dedicaram são o melhor elogio que podemos fazer à sua memória.
A história de Mandela começa muito antes de este se ter tornado Presidente da África do Sul, em 1994.

Nelson Mandela, advogado, foi desde muito jovem um activista político, que se destacou pela defesa corajosa, intransigente e inabalável da autodeterminação do seu povo.
Fê-lo, durante muito anos, de forma pacífica e diplomática. Anos mais tarde, cansado de tanto se bater peles valores e pela identidade que pretendia para a sua África do Sul, farto de ver o seu povo esmagado por uma cultura de intolerância, ódio, profundo racismo e constante violação dos direitos humanos sem obter resultados mas absolutamente certo e seguro da justiça das suas convicções, envereda pela luta armada, assumindo-se como líder de um grupo rebelde.

Por ter tentado, pelas armas, libertar o seu povo da opressão e da repressão do apartheid, aquilo que durante muitos anos não conseguiu através de acções pacíficas, é capturado, preso e permanece em cativeiro durante vinte e sete anos.
As suas ideias e convicções foram fazendo o seu caminho e a forma magnânime como, após a sua libertação, apelou aos seus irmãos de armas que perdoassem os opressores impediu um banho de sangue e lançou as bases de uma nova África do Sul.

Com Mandela, com a sua assinatura, com o seu exemplo, a África do Sul transformou-se por completo. A África do Sul passou de ser o País mais retrógrado e segregacionista do mundo para se tornar um exemplo para todo o planeta.

Mandela foi um grande político mas foi, sobretudo um grande homem. Só um grande homem no carácter, nos valores, nos princípios, na coerência e na firmeza férrea das suas convicções não resvala um centímetro que seja na altura de lutar e afirmar aquilo que entende ser correcto.
Mandela morreu mas para os homens em geral e para os políticos em particular é da maior importância que o seu legado e o seu exemplo permaneçam bem presentes e sejam, constantemente, recordados.

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