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O Impacto do Plano Juncker na sociedade europeia em números

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O Impacto do Plano Juncker  na sociedade europeia em números

Ideias

2019-10-31 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

Certamente que ainda se recorda da crise financeira que eclodiu no final da década passada. De facto, as graves dificuldades por que todos passamos na altura impedem que a nossa mente se esqueça de um dos momentos mais difíceis da nossa história. A crise financeira de 2007 levou vários países europeus a situações económicas bastante preocupantes, tendo alguns (como foi o caso de Portugal ou da Grécia) solicitado ajuda externa para fazer face às dificuldades económicas em cumprir com as suas obrigações. Na União Europeia (UE), a crise financeira também foi sentida. A descida abrupta do investimento privado em 15% fez com que a UE não conseguisse efetuar a tão desejada recuperação económica de uma forma mais célere, para além de prejudicar o crescimento e a competitividade a longo prazo.
Foi precisamente neste contexto, e para estimular o crescimento económico e o combate ao desemprego, que surgiu o Plano de Investimento para a Europa (ou “Plano Juncker”, como é tratado nos dias de hoje). Lançado em 2014, o Plano de Investimento para a Europa foi um instrumento financeiro ambicioso para a época. Através do Fundo Europeu de Investimentos Estratégicos, o Plano pretendia utilizar os recursos financeiros existentes para que fossem utilizados, de forma inteligente, em áreas inovadoras com elevado potencial económico. Para além disso, também pretendia criar mecanismos para que este financiamento chegasse até à economia real, através do reforço no investimento na Europa, tornando-o mais atrativo.
Hoje, a Comissão Europeia aponta o Plano Juncker como uma das medidas mais bem-sucedidas da Comissão Europeia de Jean-Claude Juncker. Aliás, para os especialistas não restam dúvidas de que este Plano teve um impacto significativo na economia europeia e conseguiu atingir os objetivos iniciais. Estes investimentos foram responsáveis pelo aumento do Produto Interno Bruto da UE em 0,9% e criaram mais de 1 milhão de postos de trabalho. Até 2022, está perspetivado que o PIB a nível europeu atinja 1.8% e que sejam criados perto de 2 milhões de postos de trabalhos em toda a Europa. A longo prazo, a UE perspetiva que em 2037, o Plano Juncker ainda seja responsável por 1 milhão de postos de trabalho e 1,2% do PIB – números claramente satisfatórios e derivados do aumento da produtividade e competitividade do respetivo Plano.
Mas o contributo do Plano Juncker não ficou por aqui. Para além do investimento direto nas empresas e nos projetos europeus, os recursos financeiros também trouxeram benefícios para a sociedade. De entre todos os benefícios, destacamos as seguintes: mais de 10 milhões de lares têm acesso a energias renováveis; 20 milhões de europeus beneficiam de melhores serviços de cuidados de saúde; 182 milhões de passageiros por ano beneficiam de melhores infraestruturas ferroviárias e urbanas. No que diz respeito à ação climática, o Plano Juncker vai mobilizar mais de 90 mil milhões de euros em investimentos. Referir que os projetos incluem edifícios com necessidades de energia nulas, parques eólicos, projetos de energia solar, chuveiros que permitem poupar água, autocarros ecológicos e sistemas de iluminação LED, entre outros.
Dados estes resultados bastante positivos, Jean-Claude Juncker referiu que o Plano Juncker conseguiu “alcançar aquilo que era proposto: voltar a colocar a Europa numa trajetória de crescimento sólido e de criação de emprego. (...) Sempre disse que o Plano não seria uma cura para todos os males, mas podemos ficar orgulhosos pelo facto de mais de um milhão de pequenas empresas estarem agora a receber financiamentos com os quais não podiam contar anteriormente”.
Para o próximo quadro financeiro plurianual, o Plano Juncker será substituído pelo programa InvestEU, que já recebeu validação por parte do Parlamento Europeu. O objetivo da Comissão Europeia é continuar o bom trabalho iniciado com o Plano Juncker, e que o investimento privado continue a apostar em áreas estratégicas, cooperando, desta forma, para o desenvolvimento económico e social europeu.

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